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Famalicão transforma plástico dos oceanos em meias técnicas

Vale do Ave

2020-02-15 às 10h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

A jornada pela Inovação destacou ontem o exemplo de economia circular praticado em Famalicão, onde o plástico dos oceanos ganham ‘nova vida’. Meia com cannabis é o próximo desafio.

Os resíduos plásticos retirados do fundo dos oceanos ganham nova ‘vida’ ao serem incorporados em meias técnicas desenvolvidas pela empresa famalicense Dune Bleue.
O carácter inovador do projecto levou Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Famalicão, a visitar ontem esta empresa famalicense, localizada em Cavalões, no âmbito do roteiro pela Inovação de Vila Nova de Famalicão.

“É tornar uma solução no que, de facto, é um problema. Esta dimensão de introduzir na cadeia produtiva, tendo como parte da matéria-prima os resíduos plásticos que estão no fundo do mar é notável e um sinal de esperança que se dá à comunidade”, afirmou Paulo Cunha, realçando que este exemplo deverá ser aplicado em muitas outras áreas.

“Estamos num contexto europeu de economia circular e o que está a acontecer aqui é um sinal inequívoco de que isso é possível, de que há mercado e acrescenta valor. O que para muitas pessoas é um problema, aqui é um factor de valorização, mas é também importante que o consumidor dê um sinal de adesão a este tipo de compra influenciando aquilo que é produzido”.

O edil famalicense salientou que a dimensão “cooperativa e de colaboração tem espaço na dinâmica competitiva, contrariando aquela ideia errada de que para competirmos, devemos andar a esconder uns dos outros. Nós podemos em conjunto criar e desenvolver projectos e sermos competitivos e concorrenciais que é o que acontece nesta empresa”, sublinhando que este “é um sinal de maturidade do sector empresarial do concelho de Famalicão, não é por caso que somos a cidade têxtil de Portugal e este é um bom exemplo disso.

O desafio da Dune Bleue é acrescentar valor técnico a uma meia básica preparando-a para um mercado específico.
Meias para militares, para a Casa Real Inglesa, meias hospitalares e meias de segurança para trabalho são alguns dos produtos desenvolvidos pela empresa famalicense para necessidades específicas e que são comercializados para todo o mundo com marca própria e em parceria com outras marcas.

O próximo desafio é incorporar fio de cannabis nas meias para fins terapêuticos.

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