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Família recolhe tampinhas para pagar terapias a menina com doença rara
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Família recolhe tampinhas para pagar terapias a menina com doença rara

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Família recolhe tampinhas para pagar terapias a menina com doença rara

Braga

2021-10-13 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Família de Carolina Malheiro, uma menina bracarense de 11 anos de idade que sofre de uma doença rara, apela à doação de tampinhas para ajudar a pagar as terapias. Tampinhas têm de ser levadas para o Alentejo para ser ‘convertidas’ em tratamentos.

Quase a completar 12 anos de idade, a Carolina continua a precisar da ajuda de todos. E ajudar não custa, basta juntar tampinhas de plástico e fazê-las chegar aos pais da menina, que depois as trocam por terapias, numa logística que envolve o contributo de vários benfeitores sensibilizados com o caso desta menina que nasceu com uma mutação genética rara.
‘Ajudar a Carolina’ tem sido o mote para uma grande onda solidária que há vários anos ajuda os pais da Carolina Lopes Malheiro a proporcionarem-lhe tratamentos que têm ajudado significativamente a Carolina a progredir.
Numa altura me que a menina de Esporões está quase a completar 12 anos, renovam-se os apelos para participar nesta campanha de recolha de tampinhas.
Em Braga, há vários locais onde é possível entregar as tampinhas, de plástico ou de metal, mas. Por questões logísticas, o ideal para entregar as tampinhas é no n.º 4 da Rua dos Rua dos Espessandes, em Esporões, ou na loja Leroy Merlin de Braga, que também se associou a esta causa solidária.
“Já desenvolvemos esta campanha de recolha de tampinhas desde 2014 e tem sido uma grande ajuda para podermos proporcionar à Carolina terapias que a têm ajudado muito”, conta Vânia Lopes ao ‘Correio do Minho’.
A mãe da menina explica que contam com a ajuda da Quinta do Marques, em Esporões, que lhes disponibiliza o espaço para armazenar as tampinhas angariadas.
Quando chegam às 11 toneladas de tampinhas, com a preciosa ajuda da Torrestir, as mesas são transportadas num camião TIR até à Resialentejo, empresa que âmbito do projecto ‘Dê uma Tampa’ paga depois as terapias.
“Nós não recebemos dinheiro. Entregamos as tampinhas, que depois são pesadas lá na Resialentejo, e é a Resialentejo que depois paga directamente as terapias à clínica”, explica Vânia Lopes.
Este ano já conseguiram entregar um camião, mas Vânia tem esperança de que até ao final do ano ainda consigam angariar tampinhas suficientes para levar novo carregamento até ao Alentejo.
Vânia Lopes revela ainda que “gostava muito de abrir uma associação”, com o objectivo de dinamizar este tipo de campanhas para a Carolina e para outras crianças que possam beneficiar desta ajuda.
“Acho que se tivéssemos uma associação poderíamos, por exemplo, ter mais peso para sensibilizar a Braval a dinamizar um programa semelhante à Resialentejo. Seria uma ajuda muito grande poder entregar as tampinhas mais perto. Neste momento só conseguimos levar as tampinhas porque a Torrestir nos tem dado essa ajuda imprescindível”, refere Vânia Lopes, aproveitando para agradecer a todos, particulares e empresas, que se têm mobilizado apara ajudar a sua filha.
Um grande contributo tem chegado do concelho de Vila Verde. Baptista Alves ficou sensibilizado com a história da Carolina e tem mobilizado diversas forças vivas e a população vilaverdense para ajudar a Carolina. Um dos locais onde é possível entregar as tampinhas é no posto de Turismo. “O Batista tem sido uma grande ajuda, até porque não só dnamiza a recolha das tampinhas como também trata do seu transporte até ao local onde as armazenamos para depois levar para o Alentejo”, confessa Vânia Lopes.
Também a Junta de Freguesia de Esporões tem sido “extraordinária” na ajuda à causa da Carolina, com a família a agradecer publicamente à autarquia e, em particular, ao presidente, João Oliveira, por toda a colaboração.
Esta mãe renova o apelo de todos para que contribuam. Basta juntar as tampinhas das garrafas de água, dos iogurtes líquidos, de detergentes, entre outras e entregar nos pontos de recolha.
“Todas as ajudas são bem-vindas. As terapias é a única coisa que tem garantido qualidade de vida à Carolina. Esta campanha não paga tudo, mas é uma grande ajuda”, conta Vânia.
Carolina Malheiro sofre de uma doença rara.
A mãe explica que o diagnóstico da Carolina ainda não está fechado, mas tudo aponta para que tenha ‘síndrome de Cabezas’, uma mutação genética “que afecta apenas 150 pessoas em todo o mundo, sendo que destas apenas suas são meninas. Uma delas é a Carolina”.
A ‘síndrome de Cabezas’ é descrita como uma forma deficiência intelectual ligada ao cromossoma X caracterizada primaria- mente por baixa estatura, hipogonadismo e marcha anormal, com outras características variáveis resultantes de mutações no gene CUL4B.
“Tudo aponta para seja esta a situação da Carolina”, avança a mãe, realçando que “não é uma doença degenerativa”, até porque estas crianças evoluem, mas com atraso na parte cognitiva. Neste momento, a Carolina tem 11 anos de idade, mas mentalmente é como se tivesse apenas três, explica.

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