Correio do Minho

Braga, segunda-feira

- +
Fatos espaciais devem ter modelos computacionais
Cruz Vermelha de Amares quer ter Posto de Emergência Médica do INEM

Fatos espaciais devem ter modelos computacionais

SC Braga deu brilho à festa da Taça em Leça

Fatos espaciais devem ter modelos computacionais

Ensino

2019-05-23 às 09h09

Redacção Redacção

Pedro Arezes, professor da Universidade do Minho, integra investigação sobre o desenvolvimento de fatos espaciais para usar em Marte.

O professor da Universidade do Minho (UMinho) Pedro Arezes, que integra uma investigação sobre o desenvolvimento de fatos espaciais para usar em Marte, defende que aquelas vestimentas devem ser feitas tendo por “base modelos computacionais”.
Em comunicado, a UMinho explica que, segundo aquele catedrático da Escola de Engenharia, devem ser levados em conta “múltiplos factores” adaptados a “cada astronauta” que usará cada um dos fatos.
“Isso permite evitar lesões musculoesqueléticas, alterações biomecânicas e dificuldades de desempenho que os actuais factos provocam aos astronautas, sendo sobretudo decisivo em missões fora da nave e de longa duração, como nas previstas missões tripuladas a Marte e à Lua”, explica a UMinho.

Para o também director nacional do Programa MIT Portugal - uma parceria entre o Governo português e a prestigiada universidade norte-americana -, “este é mais um estudo em que a ciência portuguesa dá um contributo para a área do Espaço, reforçando e dando corpo à estratégia nacional que tem vindo a ser assumida, como é bem visível na recente criação da Agência Portugue- sa para o Espaço”.
Além do desafio no design do fato, é necessário que a “construção desses sistemas entenda a relação complexa entre o fato espacial e a interacção humana” pelo que se “torna necessário desenvolver ferramentas computacionais que permitam avaliar os fatos espaciais” antes mesmo destes serem testados pelos astronautas, lê-se no comunicado.

“É exactamente aqui que os modelos computacionais poderão simular o desempenho dos astronautas, constituindo-se uma ferramenta fulcral na concepção dos fatos”, sublinha Pedro Arezes no texto.
O desenho e concepção destes deve considerar a interacção entre vários factores, “como a massa e volume dos fatos, o esforço exigido para caminhar, a mobilidade e agilidade necessárias e a adequação do fato à anatomia específica do astronauta”, enumera a academia minhota.

“Sem essa optimização pode surgir um conjunto de lesões, como eritemas, escoriações, fadiga muscular, parestesias, contusões e edemas”, diz o também coordenador do Grupo de Ergonomia e Factores Humanos da UMinho.
O estudo do investigador da UMinho, Pedro Arezes, foi feito em coautoria com cientistas do MIT - Instituto de Tecnologia de Massachusetts e da Universidade de Colorado, nos Estados Unidos, e acaba de ser publicado na revista científica ‘Aerospace Medicine and Human Performance’.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.