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Feira dos Vinte ganha novo fulgor com confraria das provas
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Feira dos Vinte ganha novo fulgor com confraria das provas

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Cávado

2019-01-21 às 06h00

Isabel Vilhena

Confraria gastronómica das Provas da Feira dos Vinte é uma das novidades deste ano da secular feira que tem como missão de promover o certame e defender as tradições como as papas de sarrabulho e o vinho tinto verde.

A secular Feira dos Vinte ou Festas de S. Sebastião volta a ganhar o fulgor de antigamente. A feira tem na venda e troca de gado - bovino e cavalar - o seu principal motivo de atracção, apesar de ter uma forte presença de comerciantes dos mais variados produtos. A feira remonta ao longínquo século XIV, em que o rei D. Dinis era o soberano da nação e, desde então, realiza-se sempre no dia 20 de Janeiro de cada ano.
Para o presidente da Junta de Freguesia da Vila de Prado, José Bastos, é inegável a importância desta histórica da feira que “para além de ser a primeira do ano na zona norte, era aqui que se fixava o preço do gado para o resto do ano”.

Hoje, comercializa os mais variados produtos, apesar de manter uma forte ligação ao sector da pecuária. “O sector da pecuária continua a ser o principal motivo de atracção, mas paralelamente à feira aqui encontra-se tudo o que está associado ao sector, desde os correeiros, às roupas de trabalho e os comes e bebes que não podem faltar”, afirmou o autarca, reconhecendo que “o aumento das medidas de controlo sanitário, afastou muitos criadores que não cumpriam os requisitos exigidos, levando ao declínio da Feira dos Vinte. Há uns dez anos, a fiscalização começou a apertar e muitos produtores não queriam entrar no esquema legal e muitos acabaram por deixar de vir.”

Impunha-se uma “mudança” que o presidente da junta de freguesia da vila de Prado, José Bastos, conta que foi conseguida, através da sensibilização dos criadores de gado que “perceberam que tinham de se adaptar às normas de segurança e voltaram a povoar a tradicional Feira dos Vinte”.
Com o regresso de muitos criadores de gado, a Junta de Freguesia de Prado conseguiu assim dar “novo fulgor” à feira, com a introdução do concurso pecuário, desfile dos animais e espectáculo equestre.

“O concurso de gado atrai muita gente e muitos criadores que têm animais com um porte que as pessoas ficam deslumbradas que culmina com um desfile de gado.”
O espectáculo com cavalos é outra atracção da feira, para além da animação na tenda com o Festival de Folclore com a prata da casa. E na noite de 19 para 20 de Janeiro, a noite foi longa com a After Party que contou com a animação do DJ Serafim.

Confraria das Provas da Feira dos Vinte nasce para defender as papas de sarrabulho e o vinho verde tinto

Manda a tradição que a festa comece de véspera, a 19 de Janeiro, com a ‘Noite das Provas’, em que se “provam” as tradicionais papas de sarrabulho com rojões e se prova o vinho novo nas várias tasquinhas e restaurantes da vila de Prado.
Este ano, a ‘Noite das Provas’ viu nascer a Confraria das Provas da Feira dos Vinte que foi criada com o propósito de defender as tradições, nomeadamente das papas de sarrabulho e o vinho verde tinto, juntando-se à mesa para assim provar este prato minhoto.

Manuel Faria Fonseca é um dos 20 confrades que integra a confraria, cuja cerimónia de entronização dos primeiros confrades teve lugar no passado sábado, numa missa na igreja paroquial de Prado. “Esta confraria promove a Feira dos Vinte, as papas de sarrabulho com rojões e o vinho verde tinto.”
A junta de freguesia e a paróquia também integram a recém-criada confraria que, segundo o autarca José Bastos “é um trabalho conjunto para ajudar a divulgar ainda mais o certame”, acrescentando que a data de fundação - 2019 - está associada ao dia 19 que é data da noite das provas”.

O traje é composto por uma capa antiga com uma fazenda castanha e de grande grossura. Na parte superior, tem uma aba em tons de bordô que representa a cor do vinho verde tinto. Inclui também um medalhão em bronze com sete centímetros de diâmetro com o logótipo da confraria e uma boina típica dos negociantes de gado. Os confrades vão usar ainda uma vara de madeira com São Sebastião esculpido no topo.
Os confrades fundadores são homens, mas para o ano, haverá entronização de outros 20 confrades mas dessa vez “haverá paridade, metade homens e outra metade mulheres”, garante Manuel Faria Fonseca.

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