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Braga

2010-03-15 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Foram muitos os fiéis que ontem assistiram à tradicional Procissão do Senhor dos Passos, num momento único de fé e devoção e que, de ano para ano, integra mais figurantes.

Foi numa grandiosa manifestação de fé e devoção que ontem saiu à rua da procissão em honra do Senhor dos Passos, na freguesia de Figueiredo, e que todos os anos atrai centenas de pessoas.
A comunidade cristã reconstituiu os momentos mais marcantes alusivos à morte de Cristo, embora a procissão— que todos os anos inclui novos quadros— apresente também os momentos, as etapas mais marcantes da vida de Jesus.

A solene procissão dos Passos ofereceu aos participantes e aos muitos espectadores, em quadros alegóricos, o caminho de Cristo até ao Calvário.
O ponto alto residiu no sermão do Encontro, numa simbologia do encontro de Cristo com sua Mãe, assim como no canto de Verónica que, rompendo entre a multidão, limpa o rosto de Jesus.
No sermão, o padre José Costa Araújo alicerçou as suas palavras em torno da dor, do caminho do sofrimento, da cruz que todos nós, no nosso dia-a-a dia, carregámos.

“A dor é cruz da vida. A dor aproxima-nos de Deus. Quanto mais sofremos, mais nos aproximamos de Deus”, referiu o padre perante a figura do homem das dores, o Senhor dos Passos.
Simbolicamente, o sacerdote refere que a cruz que Cristo carregou foi o “assumir das nossas culpas”.

No momento em que todos o abandonaram, principalmente os discípulos, eis que Cristo vê surgir a mãe, a senhora das dores, a senhora das sete espadas.
Foi na simbologia deste encontro que o padre José Costa Araújo evocou o amor da mãe de Jesus, o amor de todas as mães, que tal como Maria, sofrem, sentem a dor pelos filhos que as abandonam, “pelos filhos que se deitam ao rio porque sua personalidade foi ameaçada”.

O sacerdote falou naquilo que classificou como a dor moderna ou a dor social “que faz tremer a sociedade e que resulta do aborto, do desemprego, do ataque descarado à família, da falta de respeito pelos direitos morais”, apontando como exemplo os que não ganham nada, enquanto que outros “acumulam dois ou três empregos”; dos que se reformam com “meia dúzia de tostões e dos que se aposentam com reformas chorudas”. Por isso, pediu protecção à senhora.
“Nesta hora trágica, nesta hora negra, ajuda-nos”, repetiu o sacerdote.

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