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Fim das moratórias e do lay-off vai agravar impacto social da pandemia

Cávado

2021-05-05 às 20h10

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

“Não regateamos esforços para ajudar quem precisa”, garante o presidente da Câmara de Barcelos, para quem o verdadeiro impacto social da pandemia só será conhecido quando terminaram medidas como o lay-off e as moratórias.

O impacto social da pandemia causada pela Covid-19 há muito que se faz sentir, mas Miguel Costa Gomes teme que eles venham a ser “bem mais longo”, isto porque “há uma série de consequências sociais que só serão visíveis quando terminarem o regime de lay-off e as moratórias”.

O presidente da Câmara Municipal de Barcelos considera que aquelas medidas foram importantes para atenuar o impacto da crise causada pela pandemia, mas lembra que foram soluções que acabaram por arrastar os problemas para o futuro.

“Temo que a situação se venha a agravar bastante, sobretudo ao nível de desemprego”, confessa o autarca, garantindo que a Câmara de Barcelos não está “a regatear esforços” para acudir aqueles que estão a passar por dificuldades.

No terreno, a resposta é dada em rede através das IPSS e das Juntas de Freguesia.

“Temos apelado aos presidentes de Junta para estarem atentos às necessidades das populações locais e para agirem, porque a Câmara está cá para apoiar naquilo que for necessário”, refere o edil, mostrando-se preocupado com a pobreza envergonhada, que pode aumentar com a crise. “As situações de pobreza envergonhada são difíceis de detectar, pois por vergonha as pessoas não pedem ajuda. Mas é importante que todos saibam que há ajuda”, garante.

Para além da população, também a economia, sobretudo os sectores do comércio e da restauração têm vivido momentos muito difíceis nesta pandemia.

A autarquia está a tentar perceber os reais impactos da pandemia nestes sectores. O apoio a estes sectores não é competência do Município, mas mesmo assim a Câmara de Barcelos “tem feito tudo ao seu alcance” para ajudar, nomeadamente através de isenções.

A título de exemplo, manteve a isenção, até ao final de Junho, do pagamento das taxas de ocupação dos espaços de venda aos 499 operadores da feira semanal e aos 13 da feira grossista. Só este apoio corresponde a uma isenção com um valor total de quase 184 mil euros.

A factura da pandemia já ultrapassou um milhão de euros para a Câmara de Barcelos, “mas não vai ficar por aqui”, constata Miguel Costa Gomes.

O edil admite que a factura é pesada, mas realça que a Câmara de Barcelos tem “uma boa situação financeira, fruto de uma gestão cautelosa” que tem marcado a sua liderança.

“A Câmara de Barcelos tinha condições para sofrer este impacto”, assume o edil, realçando novamente que nunca foram regateados esforços para responder às necessidades das pessoas.

O apoio da autarquia fez-se sentir também a nível da saúde, não só nos esforços desenvolvidos em parceria com o ACES Cávado III Barcelos/Esposende para o processo de vacinação, mas também, por exemplo, com a doação de equipamentos no valor de 150 mil euros ao Hospital de Barcelos.

“Numa pandemia não podemos regatear esforços. Temos de dar as mãos e fazer o que estiver ao nosso alcance. O futuro dirá se o quadro comunitário compensará ou não este esforço. Se houver compensação, obviamente que vamos recorrer a ela, mas o nosso esforço não depende disso”, realça.

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