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Força dos ‘Encontros da Imagem’ é “vírus bom que chegou à cidade”
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Força dos ‘Encontros da Imagem’ é “vírus bom que chegou à cidade”

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Força dos ‘Encontros da Imagem’  é “vírus bom que chegou à cidade”

Braga

2020-09-12 às 13h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Festival Internacional de Fotografia está na rua e em 23 espaços culturais de Braga e não só. Organização prova que a pandemia não obriga a um confinamento da Cultura.

“Os Encontros da Imagem aqui estão em força. Conseguimos, apesar das dificuldades”, destacou Carlos Fontes, director da 30.ª edição do Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais, no Forum Arte Braga, na inauguração do evento que se prolonga até 31 de Outubro, em 23 espaços de Braga, Guimarães, Barcelos, Porto e Avintes.
‘Génesis’, entendido como origem ou criação, foi o tema escolhido para esta edição dos ‘Encontros’, antes de eclodir a pandemia, e que, por causa dela, ganhou nova expressão como chamada de atenção, em mais de três dezenas de exposições, para problemas globais como a poluição, o racismo e a xenofobia, a exploração da mulher ou a evolução tecnológica.
Por exemplo, Malala Andrialavidrazana, nascida em Madagáscar e radicada em Paris, apresenta em ‘Figures’, mostra patente no Forum Arte Braga - onde foi dada a abertura simbólica da 30.ª edição dos Encontros da Imagem -, fotomontagens de larga escala com materiais de arquivo do final do século XVIII até aos dias de hoje, que “informam sobre o desvio político, manipulação intelectual, sistemas de privilégios e domínio entre géneros, cores, classes ou nações”.
No acto inaugural, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, considerou os ‘Encontros da Imagem’ “um vírus bom que chegou à cidade e que tem conseguido manter um elevadíssimo patamar de qualidade”.
Em ano de pandemia, o autarca louvou a “persistência” da organização do Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais, que conseguiu dar “testemunho de que é possível montar organizações de cariz cultural, mantendo as regras sanitárias” que os tempos actuais exigem.
A abertura oficial dos ‘Encontros da Imagem’ passou, também ontem à tarde, pelo Museu Nogueira da Silva, onde a brasileira Nina Franco apresenta z instalação fotográfica ‘Sobre(viver)’, que retrata a violência contra as mulheres. Na mesma unidade cultural da Universidade do Minho, o colombiano Felipe Romero Beltran aborda em ‘Redución’, a acção policial face a pessoas sem documentos.
A Universidade do Minho reforça este ano a sua aposta nos ‘Encontros da Imagem’, acolhendo nos seus espaços14 exposições.

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