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Fumeiro de Montalegre “quer dar o salto” para hotéis e restaurantes
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Fumeiro de Montalegre “quer dar o salto” para hotéis e restaurantes

“Terá de ser um SC Braga com identidade para levar a melhor”

Fumeiro de Montalegre “quer dar o salto” para hotéis e restaurantes

Cávado

2020-01-19 às 09h00

Redacção Redacção

Objectivo do Município é que os operadores façam as suas encomendas directamente em Montale-gre, valorizando ainda mais a excelência dos produtos da região.

O fumeiro tradicional de Montalegre, que estará em destaque na feira que decorre entre os dias 23 e 26, quer “dar o salto” para a hotelaria e restauração em 2020.
“Vamos tentar, em 2020, dar o salto para a hotelaria. Vamos divulgar este produto, a sua qualidade e características para que os hotéis e os restaurantes consigam também fazer as suas encomendas directamente em Montalegre”, afirmou à agência Lusa David Teixeira, vice-presidente deste município do distrito de Vila Real.
E, nesse sentido, o município de Montalegre realizou esta sexta-feira uma acção de promoção, num restaurante do Porto, que reuniu os ‘chefs’ Marco Gomes e Nuno Diniz em volta do cozido barrosão.
David Teixeira salientou que se pretende “atrair clientes profissionais” para o fumeiro de Montalegre, que ainda é feito de “forma tradicional e original”.
Entre os dias 23 e 26 de Janeiro, a vila de Montalegre abre as portas “ao mundo rural”.
A Feira do Fumeiro de Montalegre conta com a participação de cerca de 60 produtores que terão à venda entre “60 a 65 toneladas” de enchidos, desde alheiras, chouriças, sangueiras, bucheiras, farinheiras ou salpicões.
Fernando Pereira, técnico da Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã, disse à Lusa que, no recinto do certame, o volume de negócios estimado ronda “um milhão de euros”.
À associação cabe fazer o acompanhamento dos produtores e prestar apoio técnico ao produtor, nomeadamente no licenciamento da sua actividade, na formação (segurança alimentar).
“Implementamos também um plano de controlo que tem por objectivo dar a garantia ao consumidor de que o produto, além de ser seguro, do ponto de vista alimentar, é também um produto genuíno”, salientou o responsável.
O fumeiro é produzido, acrescentou, “usando os métodos de fabrico artesanais, de acordo com o saber das populações rurais”.
Participam na feira cerca de 100 expositores e, para além do fumeiro, haverá à venda ainda pão caseiro, bolos, folares, mel, compotas, ervas aromáticas e medicinais ou licores regionais.
O certame representa uma oportunidade de negócio para os produtores e é alavanca para outras actividades económicas.
“O motivo é o fumeiro, mas toda a máquina económica faz convergir esta dinâmica para os restaurantes, as padarias, para o alojamento de todo o concelho”, salientou David Teixeira.
O autarca disse ainda que, nesta edição, vai ser realizado um estudo, em conjunto com o Instituto Superior de Administração e Gestão (ISAG), para caracterizar melhor o público da feira, de “forma a comunicar melhor” no futuro, e perceber que produtos é que, os visitantes, “gostariam de ter mais perto das suas casas, durante o ano”.
A inauguração da Feira do Fumeiro de Montalegre vai ser feita pelo secretário de Estado da Descentralização e da Administração Local, João Botelho, e, no dia a seguir, será a vez da ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, passar pelo certame.

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