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Desporto

2023-10-01 às 06h00

Ricardo Anselmo Ricardo Anselmo

Modalidade ainda vai dando os primeiros passos mas já tem competição estruturada. Na cidade, a representação é feita pelo Pelames FC, que organizou a primeira jornada da Liga Nacional 2023/24.

Citação

Tudo começou em 2018, quando um grupo de amigos de Coimbra se reuniu para reviver uma brincadeira antiga, o futebol de caricas, desde o final dos anos 80.
Um ano depois, e após alguns contactos com Espanha, onde a modalidade é federada já há cerca de 20 anos, deu-se o ponto de partida para um crescimento cá dentro. Em Maio de 2019 realiza-se o primeiro momento oficial da modalidade em Portugal, com uma competição nacional e ibérica, simultaneamente, tendo-se partido, em Outubro, para a primeira temporada da Liga Nacional de Futebol de Caricas.
A 19 de Novembro de 2022, o Pelames FC formou uma equipa, constituída por oito elementos, e fez a sua estreia em competições oficiais. Agora, praticamente um ano depois, foi o próprio clube quem partiu para a organização da primeira jornada da Liga 2023/24, que vai para a sua quinta edição.

“O clube aqui em Braga fez um trabalho extraordinário porque, não tendo sequer passado um ano desde a sua primeira participação, tem já aqui uma jornada. Nós sabemos que um dos passos mais difíceis é efectivamente organizar uma jornada. Houve uma preocupação de que esta fosse a primeira jornada para que a adesão fosse maior. Nós percebemos que no ano passado, em Espinho, a adesão foi grande porque era a última jornada e estava muita coisa em discussão. Portanto, há esse cuidado na calendarização, porque depois temos a questão das distâncias e das despesas associadas. Não temos grandes apoios, ou quase nenhuns. Sai muito do bolso”, realça André Xavier, sócio número um da Associação Portuguesa de Futebol de Caricas, constituída há dois anos.
Esta primeira jornada, que decorreu no dia de ontem, no Espaço Synergia, foi o 17.º momento oficial desta modalidade no nosso país, e aquele que se registou mais a Norte de Portugal, também “um motivo de orgulho próprio para a modalidade”.

Em competição, para além do Pelames FC, estiveram ainda Casa do Benfica de Espinho, Leião (Oeiras), Olivais (Coimbra), Prior Velho (Loures), Real Caps (Vila Real), AMR Regais e Zona Alta, ambos de Torres Novas. A Liga tem ainda previstas mais 6 jornadas, em Oeiras, Torres Novas, Coimbra e Espinho.

Colaboração
Ligação a Espanha para acelerar o crescimento

No país vizinho, a modalidade já se pratica de forma federada há cerca de 20 anos e a história do futebol de caricas em Portugal é feita também de vários encontros ibéricos e participação de competidores portugueses em jornadas espanholas, como convidados. No ano passado, de resto, realizou-se um momento que simboliza a união ibérica, com a realização de uma jornada oficial da Liga Espanhola em território português, em Torres Novas. No início de Dezembro haverá um novo momento.

Regras
Uma réplica do futebol ‘normal’, com naturais variantes

O custo desta modalidade é relativamente baixo, já que o material utilizado é praticamente todo artesanal, à excepção da bola.
No campo, onze caricas para cada lado, dez delas ‘normais’, mas não utilizadas, já que são compradas directamente a cervejeiras artesanais. Os guarda-redes formam-se a partir de tampas de plástico, geralmente de Santal ou Pleno, enchidas com plasticina, para ficarem mais pesadas e oferecerem maior resistência ao remate. O peso total máximo das dez caricas é de 25,7 gramas e o do guarda-redes 15,5, sendo que antes das provas é tudo pesado numa balança de precisão.
De resto, há duas regras fundamentais: para se poder rematar à baliza, a carica tem de estar no meio-campo adversário e o jogador tem de anunciar que vai rematar e com que carica o vai fazer, por forma a que o adversário posicione a defesa e o guarda-redes. Diz-se que é necessária alguma destreza, mas que se aprende facilmente.

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