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Ensino

2019-07-18 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Estudo nacional, coordenado pelo Centro de Investigação em Estudos da Criança da Universidade do Minho, foi apresentado ontem com a presença do secretário de Estado, João Sobrinho Teixeira.

Para se olhar o ensino superior “como um elevador social e promotor de migrações sociais” é preciso olhar para o ensino secundário. É aqui que a avaliação tem “a missão de promover o mérito e ser instrumento para mais portugueses se qualificarem no ensino superior”, defendeu ontem o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
João Sobrinho Teixeira, que falava na apresentação do livro ‘Avaliação no Ensino Superior: concepções e práticas’, um estudo nacional coordenado pelo Centro de Investigação em Estudos da Criança da Universidade do Minho (UMinho), anunciou a abertura, para o próximo mês, de um concurso de metodologias de inovação pedagógicas, bem como o lançamento de campanhas de sensibilização direccionadas, sobretudo, para as mães e para os professores do ensino secundário profissional de forma a motivar os jovens a prosseguirem os estudos.

“Temos como meta, para 2030, que 60% dos jovens estejam a frequentar o ensino superior”, lembrou o governante, garantindo que as instituições estão “razoavelmente preparadas para acomodar esses jovens”. Mas faltam jovens. “Neste momento, 85% dos alunos que frequentam as áreas Científica e Humanística acabam a prosseguir estudos, mas essa percentagem é de apenas 15% no ensino profissional, que já representa quase 45% da realidade do ensino secundário”, alertou o secretário de Estado.
Perante esta realidade, “o país tem que fazer tudo para que esses 85% subam, mas tem a obrigação que esses 15% aumentem numa percentagem expressiva”. Para isso, são necessárias “adaptações legislativas, que ficam preparadas para implementar na próxima legislatura”, assumiu.

Esse trabalho passa por “adequar a avaliação dos alunos do ensino profissional e a outra parte do problema, que é a mais determinante, conseguir trabalhar com as famílias para incentivar e motivar ao prosseguimento dos estudos”, referiu.
Sobre o estudo ontem apresentado, que envolveu cinco universidades públicas portuguesas e contou com a participação de 5550 estudantes e docentes de todas as áreas científicas, o secretário de Estado admitiu o trabalho “muito relevante” que foi feito. “Aqui conhecemos a realidade da avaliação no ensino superior e a forma que essa avaliação está ou não a contribuir para o objectivo global, que é ter mais portugueses mais qualificados”, referiu aquele responsável, admitindo que “a avaliação tem sido das áreas do conhecimento de aprendizagem menos estudada”.

Um das principais conclusões do estudo nacional, que foi financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e que contempla uma dimensão internacional que permite conhecer o modo como se realiza a avaliação das aprendizagens dos estudantes no contexto pós-Bolonha em Portugal, foi “a necessidade de diversificar e inovar as práticas de avaliação no ensino superior”, explicou Assunção Flores, uma das coordenadoras da obra, destacando “o papel de Bolonha na mudança de práticas de avaliação”.
Os dados apontam que “há algum cepticismo e resistência à mudança relativamente ao que está preconizado no processo Bolonha”. Por outro lado, continuou aquela responsável, “há um conjunto de factores de natureza organizacional e estrutural que explicam diferenças no que diz respeito ao contributo do processo de Bolonha na mudança de práticas avaliativas”.
Outra das pistas lançadas pelo estudo foi a coerência entre concepções e as práticas de avaliação, dado que “os alunos concordam com a utilidade da avaliação, mas identificam uma menor participação”.

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