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Greve: Educação, saúde e autarquias são os serviços mais afetados - Frente Comum
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Greve: Educação, saúde e autarquias são os serviços mais afetados - Frente Comum

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Nacional

2010-03-04 às 13h18

Lusa Lusa

As áreas da educação, saúde e autarquias locais são as mais afetadas pela greve geral de trabalhadores da função publica de hoje, disse à agência Lusa Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública.

As áreas da educação, saúde e autarquias locais são as mais afetadas pela greve geral de trabalhadores da função publica de hoje, disse à agência Lusa Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública.

'Há centenas de escolas fechadas em todo o país. A adesão à greve em muitas câmaras corresponde a 100 por cento', disse a responsável junto à escola secundária do Restelo, uma das várias escolas de Lisboa que hoje se encontram encerradas.

Ana Avoila adiantou que também a área da saúde foi afetada, nomeadamente os hospitais de S. José, com uma adesão de 90 por cento, e de Santa Maria, com uma adesão de 75 por cento.

'O Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) [um dos centros que orienta a emergência médica do Instituto Nacional de Emergência Médica - INEM] de Lisboa, teve uma adesão de 82 por cento. Também os departamentos da segurança social do Saldanha e da Avenida dos Estados Unidos da América estão encerrados', adiantou.

Questionada sobre os incidentes ocorridos hoje de madrugada no hospital de S. José, Ana Avoila disse que o 'Governo tem de clarificar esta situação'.

'Foi muito grave. Os trabalhadores vão continuar a lutar contra estas políticas'.

Os piquetes de greve nos hospitais de S. José e de S. Francisco Xavier, em Lisboa, tiveram hoje alguns entraves para entrar nos dois hospitais, de acordo com a Frente Comum.

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP), a Frente Sindical da Administração Pública (UGT) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado marcaram esta greve contra o congelamento salarial, o agravamento das penalizações das reformas antecipadas, questões relacionadas com as carreiras e com o sistema de avaliação.

Os sindicatos suspenderam a paralisação na região autónoma da Madeira para facilitar os esforços que estão a ser feitos para que a vida na ilha volte à normalidade, após o temporal de 20 de fevereiro.

A última greve convocada pelas três estruturas sindicais realizou-se a 30 de novembro de 2007 contra a imposição de um aumento salarial de 2,1 por cento.


*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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