Correio do Minho

Braga, quarta-feira

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Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lomar celebra 40 anos com festa para o povo
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Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lomar celebra 40 anos com festa para o povo

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Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lomar celebra 40 anos com festa para o povo

Braga

2019-10-14 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Chuva marcou mas não cancelou a festa que teve início na sexta-feira, com a actuação do artista Miguel Costa. Além do Festival de Folclore, a festa de aniversário ficou marcada pela recriação de uma desfolhada à antiga.

Foi com uma festa dedicada à comunidade que o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lomar comemorou este fim-de-semana o seu 40.º aniversário. O tempo ameaçou, uma vez mais, as celebrações, mas a vontade, trabalho e persistência dos mais de 40 elementos que constituem a colectividade não deixou esmorecer o ânimo, fazendo com que a festa fosse um verdadeiro sucesso.
Assumindo o papel de embaixador das tradições do Baixo Minho, foi com recriação de algumas actividades do mundo rural que o grupo folclórico erigiu estas comemorações. Assim, e pelo segundo ano consecutivo, o a colectividade promoveu, na tarde de ontem, uma desfolhada à moda antiga onde os participantes puderam recuar a tempos antigos. Seguiu-se o festival de folclore, aquele que é considerado o ponto alto do programa comemorativo e o mais apreciado pelas gentes da terra.

Além do grupo anfitrião, este ano foram dois os grupos convidados:?o Grupo Folclórico de Tarouca e o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Prado (Vila Verde).
Pelo palco da festa passaram os cantares e dançares de outras regiões do país, num verdadeiro intercâmbio cultural que deu origem a uma tarde de festa única e muito simbólica para a colectividade. Mas, o folclore não constituiu o único género musical deste aniversário. Pelo palco montado junto?à Igreja Paroquial de Lomar passaram também alguns artistas populares bem conhecidos do grande público. O famoso artista Miguel Costa animou a noite de sexta-feira, levando muita gente ao recinto da festa.

No sábado, o não menos famoso humorista João Seabra protagonizou um espectáculo único, seguindo-se a actuação dos Grupo JL6.
Ontem, depois do Festival de Folclore e da desfolhada, os cantares ao desafio com o artista Zé de Braga e Amigos fecharam em beleza esta celebração que assinalou quatro décadas de existência do Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lomar, um número redondo que traduz um longo percurso da colectividade, com altos e baixos, demonstrando a sua capacidade de regeneração e auto-determinadação.
São muitos os jovens que hoje integram o grupo, facto que transmite confiança aos seus dirigentes, assegurando que o futuro poderá ser risonho.
“O ano passado saíram cerca de 18 elementos, mas entrou gente nova, de tenra idade. A maioria é de fora da freguesia. É com a ajuda deste elementos que temos tido a coragem de continuar. Isso prova-nos que temos garantias para o futuro”, afiança Miguel Ferreira, presidente da direcção.

Há 40 anos a sonhar com casa própria

Apesar de ser uma das colectividades mais antigas do concelho, o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lomar ainda não tem casa própria. Esta tem sido a principal ambição dos responsáveis que integraram as várias direcções do grupo ao longo destas quatro décadas.
O processo de construção de uma sede tem sofrido avanços e recuos ao longo dos anos, mas a actual direcção, conduzida por Miguel Ferreira, promete não esmorecer o desejo de conseguir instalações próprias. “Havia uma doação de um terreno feito pela câmara à junta de freguesia para que a construção da sede do grupo fosse feita, mas devido ao tempo de espera de início de construção e das próprias licenças, o terreno acabou por ser cedido a outra instituição”, revela Miguel Ferreira. O processo voltou por isso à “estaca zero”. “Foi uma decepção muito grande. Quando temos em mente a expectativa de que vamos conseguir e não vemos resultados é frustrante”, continua o dirigente.

A falta de uma sede própria tem provocado muitos entraves ao trabalho desenvolvido pelo Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lomar. Os ensaios decorrem nas instalações da paróquia, por vezes também na sede da junta de freguesia e outras vezes ainda, especialmente quando o tempo permite, no adro da igreja. O vasto espólio de alfaias agrícolas que possui está guardado em instalações pertencente ao Grupo Folclórico Hélios de Figueiredo. “Não temos espaço para essas alfaias”, confirma Miguel Ferreira. No que toca aos trajes, o dirigente adianta que “cada um leva o seu para casa”.
Miguel?Ferreira dá conta de algumas divergências internas quem trazido alguns dissabores. “Apesar de tudo o que nos têm feito, não temos vontade de desistir”, explica o dirigente apontando o dedo a alguns dissidentes que “estão a prejudicar intencionalmente o percurso do grupo”. Apesar dos contratempos, o grupo folclórico pretende continuar o trabalho desenvolvido ao longo de várias gerações, contando com o apoio de todos.
A direcção agradece aos vários patrocinadores que ajudaram a concretizar esta festa, assim como aos elementos do grupo, especialmente o que garantem o funcionamento do bar durante praticamente todo o ano.

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