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Vale do Ave

2020-07-31 às 14h14

Redacção Redacção

A ideia foi deixada por João Neves, Secretário de Estado da Economia, em declarações à imprensa, no final da apresentação dos Projetos Colaborativos do Plano de Ação do Gabinete de Crise e da Transição Económica.

João Neves, Secretário de Estado Adjunto e da Economia, esteve na manhã de ontem, 30 de julho, em Guimarães numa sessão de trabalho que se iniciou com uma reunião com o Presidente da Câmara Municipal, Domingos Bragança, e com o Presidente Executivo do Gabinete de Crise e da Transição Económica, António Cunha, à que se seguiu a apresentação dos Projetos Colaborativos, uma das iniciativas que consta do Plano de Ação de mitigação aos impactos económicos negativos da Covid-19 e de impulsionamento do processo de transição económica e digital do tecido empresarial. A sessão de apresentação e discussão, que teve início às 11h00, no Centro Cultural Vila Flor, contou com a presença de vários dos empresários e investigadores dos seis grupos temáticos criados até ao momento: Fábrica do Futuro, Logística Inteligente, e-Commerce, Showroom Virtual, Dispositivos Médicos e de Proteção Individual e Agricultura Segura e Sustentável.

A abrir a sessão, Domingos Bragança explicou os motivos pelos quais estes projetos colaborativos são uma prioridade no quadro das iniciativas do Plano de Ação do Gabinete de Crise e da Transição Económica, e que se prendem com a necessidade de colocar ao serviço da modernização das empresas um conjunto de competências resultantes da partilha de experiências entre essas mesmas empresas e pela aplicabilidade do conhecimento gerado nos Centros de Investigação na resolução dos seus problemas diários. “Queremos que as empresas pequenas se tornem médias, as médias se tornem grandes e as grandes se tornem ainda maiores”, disse o Presidente, que acrescentou que o futuro é a ligação entre ciência e economia. “Nós queremos fazer parte desse futuro, motivo pelo qual a integração do conjunto de competências que temos no nosso território, e que será feita a partir de novas infraestruturas que serão criadas, é fundamental”. Domingos Bragança referiu que este conjunto de competências é também extensível a toda a sociedade, dando como exemplo o projeto da Academia getDigital que formará empresários, trabalhadores e cidadãos em geral. O Presidente da Câmara anunciou a assinatura do contrato de compra da Fábrica do Arquinho, um dos equipamentos que, depois de reabilitado, servirá estes propósitos e, com qualidade, acrescentará cidade à cidade.

António Cunha, Presidente Executivo do Gabinete de Crise e da Transição Económica, deu a conhecer as especificidades de cada um dos projetos colaborativos, afirmando que estes seis projetos, que poderão ser aumentados para cerca de dez, são projetos que tendem a responder a problemas tecnológicos, mas também a colocar empresas de setores de atividade distintos a trabalhar em conjunto. O objetivo é encontrar um tronco comum de problemas que possam ter como solução um projeto de investigação e desenvolvimento comum. “Este é um desafio que queremos que seja consumado de um modo exemplar aqui em Guimarães”, disse. António Cunha realçou ainda a importância das futuras infraestruturas para a geração de conhecimento e para a experimentação, equipamentos que, na sua opinião, serão decisivos na construção do que se pretende venha a constituir-se como um Digital Innovation Hub de base industrial na região.

João Neves, Secretário de Estado Adjunto e da Economia, disse que Guimarães possui estruturas locais fortes, apontando como exemplos a Universidade do Minho, o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, os Centros Tecnológicos, o tecido empresarial. Segundo João Neves, este conjunto de infraestruturas exigem que se tenha como ambição a realização de projetos que possam ser exemplo não apenas para a região, mas também para o país. “Guimarães tem todas as condições para o fazer”, disse. O Secretário de Estado disse ainda que os projetos colaborativos são sempre muito interessantes, pois permitem responder com conhecimentos diferentes, do lado das empresas e do lado das estruturas de conhecimento, às necessidades práticas das empresas e aos desafios do futuro. “Ter projetos de natureza colaborativa que sejam exemplares é algo que estou convencido vai acontecer aqui em Guimarães”, frisou. Em relação aos instrumentos de financiamento, João Neves destacou que o incentivo à investigação e desenvolvimento é essencial, e que este privilegiará a colaboração entre empresas, sem prejuízo da investigação já em curso em cada uma delas. “O estado tem obrigação de criar condições para simplificar o acesso às condições de financiamento, algo que acontecerá nos próximos quadros de financiamento que vão ser muito dirigidos para a investigação e conhecimento de natureza colaborativa empresarial, como os que aqui hoje foram apresentados”, concluiu.

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