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“Há uma feminização do jornalismo e uma desigualdade no acesso a cargos de chefia”

Braga

2019-12-10 às 06h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

‘Género e comunicação: que desafios?’ foi o mote do seminário formativo para profissionais de comunicação que decorre até amanhã na Universidade do Minho.

“Apesar do jornalismo ser cada vez mais feminino, com uma tendência crescente de feminização, os cargos de chefia de redacção e as direcções ainda estão muito vedados às mulheres”. O alerta deixado ontem por Sofia Branco, jornalista da Lusa e presidente do Sindicato dos Jornalistas, no seminário formativo para profissionais de comunicação que tem como tema central ‘Género e comunicação: que desafios?’ e que decorre até amanhã na Universidade do Minho.

Sofia Branco reconhece que “muitas mulheres já estão mais nas chefias intermédias, nomeadamente nos cargos de edição, mas depois há uma clara desigualdade no acesso a cargos de s chefias de redacção e direcções”, apontando quatro casos de mulheres em 18 direcções, como é caso do serviço público da RTP e da Lusa. “A representatividade das mulheres é ainda muito pobre”, alertou
Quando analisamos quem faz e quem aparece nas notícias, as mulheres assumem um papel cada vez mais activo a dar a notícias, mas têm um papel residual como sujeitos de notícia. “Se pensarmos em especialistas, ou seja, em sujeitos de notícia que sejam especializados em determinado assunto, como economia ou política são homens”, lamentou Sofia Branco.

Para a presidente do Sindicato dos Jornalistas há “um lado que é geracional e torna-se inevitável que as mulheres passem a exercer determinados cargos”. Porém, Sofia Branco revela alguns dados de um inquérito realizado em 2017 que mostra que “o abandono da profissão é maior nas mulheres e trabalham mais horas. Se analisarmos homens e mulheres, elas trabalham muito mais.
O que revela que é uma profissão que elas têm que mostrar mais do que eles. É uma profissão que exige muito em termos de exposição de saídas e de horários, o que, muitas vezes, se torna incompatível com a vida pessoal”
A questão da diversificação das fontes é um assunto que os jornalistas reflectem pouco e é fundamental para inverter esta questão de estereótipos de género.

Sofia Branco falou ainda do papel do público que “tem ao seu dispor vários mecanismos que não conhece ou não utiliza quando conhece, designada-mente a figura dos provedores, queixas, direitos de resposta, etc”.
A presidente do Sindicato dos Jornalistas chamou ainda a atenção para o papel de Estado no apoio a um sector que está em crise, apontando várias formas que não deve ser entendido apenas como um negócio.
“É um negócio de um bem público. Este sector é fundamental à democracia e à liberdade. O Estado pode fazer em matéria de incentivos e benefícios fiscais, quer para empresas, quer para cidadãos”.

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