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Braga

2019-07-14 às 07h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Feira do Livro serviu de palco para o lançamento da obra ‘De créditos firmados: As bandas de música em Braga nos séc. XIX e XX’, da autoria da investigadora e professora associada da Universidade do Minho, Elisa Lessa.

Quem tiver curiosidade para conhecer a história das bandas de música de Braga tem agora à disposição a obra ‘De créditos firmados: As bandas de música em Braga nos séc. XIX e XX’, da autoria de Elisa Lessa. O livro foi lançado publicamente sexta-feira à noite na Feira do Livro de Braga e evidencia o importante papel cultural desempenhado pelas várias filarmónicas que animavam a sociedade bracarense.
Das várias bandas de música que existiam em finais do séc. XIX e inícios do séc. XX, hoje, resta apenas a Banda Musical de Cabreiros - a única do concelho de Braga, que celebrou já os 175 anos de existência.
A vereadora da Cultura do Município de Braga, Lídia Brás Dias, acompanhou Elisa Lessa no lançamento desta obra cheia de curiosidades para os que se interessam pelo património imaterial da cidade, enaltecendo-o pela recuperação e valorização que faz não só histórica e documental, mas também com recurso ao acervo fotográfico do Arquivo Aliança e da ASPA.
“Braga contava com várias bandas de música, desde a Banda Militar do Regimento de Infantaria 8, a Banda da Oficina de S. José, a Banda do Colégio dos Órfãos de S. Caetano, a Banda dos Bombeiros Voluntários ou a Philarmonica Bracarense, conhecida como a Banda dos Paivas - que era uma família de artistas da família dos Paivas que viveu e trabalhou em Braga - e elas desempenhavam um importante papel na animação da cidade”, sublinhou Elisa Lessa.
A autora e investigadora explicou que esta obra acabou por surgir “de forma natural” e na sequência do trabalho de investigação que lidera no âmbito do projecto ‘À Descoberta de Braga’, promovido pelo pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Braga, sob a alçada do qual tem levado a cabo a recolha do património musical em cada uma das freguesias do concelho bracarense. “Este trabalho de investigação tem sido muito frutífero e temos conseguido recuperar e inventariar uma parte importante do espólio musical das freguesias”, assinalou Elisa Lessa, que é também professora associada da Universidade do Minho, que agradeceu também ao Município de Braga a oportunidade dada de poder publicar este livro, que considera de grande interesse público para a comunidade bracarense.
“Foi precisamente este trabalho de investigação sobre o património musical das freguesias do concelho que permitiu chegar a dados sobre a história das bandas de música de Braga, sendo um livro baseado em fontes documentais e também com recurso à imprensa bracarense, nomeadamente o ‘Correio do Minho’, sobre um património riquíssimo como é o património musical”, referiu.
Elisa Lessa diz, no entanto, que “este é um livro aberto para futuros investigadores”, até porque também ela foi ‘beber’ a alguns estudos já realizados, designadamente ao estudo de José Carlos Peixoto sobre o Colégio de São Caetano e a uma obra de Ivone Pais Soares sobre a Oficina de São José - os quais abordam no seu conteúdo detalhes sobre as bandas de música que tiveram também sob a sua alçada.
A autora recorda nesta obra, por exemplo, o “papel extraordinário” da Banda de Música do Regimento de Infantaria 8, recuperando as memórias de um tempo de convívio todas as quintas-feiras e sábados, em que a banda dava show no coreto instalado na Avenida Central.
A obra ‘De créditos firmados: As bandas de música em Braga nos séc. XIX e XX’ de Elisa Lessa tem ainda um capítulo especialmente dedicado ao repertório que estas bandas de música de Braga tocavam, aludindo também aos seus compositores, entre os quais figura o valenciano João Carlos Sousa Morais (cujo centenário da sua morte se celebra este ano) e que foi precisamente o autor da composição ‘Homenagem a Braga’ e que fio um dos vários temas reproduzidos no concerto que teve lugar a 22 de Junho no Theatro Circo.

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