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Hortas urbanas têm potencial de crescimento no concelho de Braga
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Hortas urbanas têm potencial de crescimento no concelho de Braga

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Hortas urbanas têm potencial de crescimento no concelho de Braga

Braga

2021-09-19 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Rede das Hortas Urbanas do concelho de Braga já está disponível.?Espaços comunitários de agricultura biológica beneficiam 4 753 pessoas. Responsáveis do Município entendem que há potencial de crescimento.

As hortas urbanas, escolares, sociais e da Quinta Pedagógica de Braga ocupam uma área de quase 34 mil m2 e têm mais de 4 700 utilizadores. Os responsáveis do pelouro do Desenvolvimento Rural da Câmara Municipal de Braga, que ontem lançaram a brochura ‘Rede de Hortas Urbanas de Braga’ na Agro 2021, consideram que existe potencial de crescimento destes espaços de prática da agricultura biológica, sendo que a horticultura urbana é pilar importante para o desenvolvimento sustentável das cidades e das sociedades modernas.
O vereador Altino Bessa destaca, na publicação, que para a criação e gestão das dezenas de hortas em meio urbano têm sido fundamentais as parcerias com juntas de freguesia, escolas, instituições de solidariedade social e o próprio exemplo dado pela Quinta Pedagógica.

Neste equipamento municipal, o vereador do Ambiente e Desenvolvimento Rural destaca a importância das hortas em termos pedagógicos junto das crianças, bem como factor de inclusão social, já que, com o apoio de voluntários, funcionam “duas hortas que, por serem sobrelevadas, são cultivadas de uma forma mais confortável por crianças e jovens com mobilidade reduzida.
A brochura ontem apresentada na Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação visa divulgar as vantagens da horticultura urbana, dar a conhecer as hortas urbanas criadas com o apoio do Município e juntas de freguesia, bem como projectos idênticos com objectivos sociais e pedagógicos.

As designadas hortas urbanas ocupam actualmente uma área de 29 772 m2, divididas em 723 talhões e estão a ser utilizadas por 2 043 pessoas.
Até 2012, no concelho de Braga, existia apenas a Horta Comunitária de Parada de Tibães, ainda hoje a de maior dimensão, com 12 mil m2, 220 talhões e 660 utilizadores.
A partir de 2013 foram criadas mais sete novas hortas: Quinta das Hortas; Quinta das Lameiras; Nogueira, Fraião e Lamaçães; Carmelitas; Quinta da Armada; Montariol - Quartel; Gualtar.
Aptas a serem utilizadas estão já as Hortas Urbanas de S.Vicente e em fase de preparação encontram-se as Hortas de Ferreiros. Com uma área prevista de 6 152 m2 e 110 talhões, esta será a segunda maior horta urbana do concelho de Braga.

Em depoimento na brochura ‘Rede de Hortas Urbanas de Braga’, o presidente da União de Freguesias de Ferreiros e Gondizalves,?João Costa, antecipa que o novo espaço será diferente dos que já existem, “pois para além dos talhões individuais para cultivo, está pensada também uma área de lazer, para usufruto da população”.
Já o presidente da União de Freguesias de Merelim S.Paio, Panoias e Parada de Tibães, Carmindo Soares, entende que a horta comunitária instalada nesta última localidade constitui “uma agradável surpresa”, atraindo “pessoas de outras freguesias”. O autarca aplaude “o bom relacionamento existente entre os horticultores, muitas vezes demonstrado pela partilha de produtos cultivados nas hortas”.

Hortas escolares e sociais com resultados positivos

O concelho de Braga dispõe actualmente de 33 hortas escolares, espaços que ocupam uma área total de 3 1 36 m2 e que são usufruídos por 2 591 alunos. Segundo dados da Rede de Hortas Urbanas de Braga, em contexto escolar existem espaços de cultivo convencionais e outros em sistema vertical.
O Município de Braga vê no apoio às hortas em jardins de infância, escolas do 1.º, 2.º e 3.º ciclos e escolas secundárias um estímulo às vantagens ambientais e pedagógicas inerentes às mesmas.
No caso da Escola do 2,º e 3.º ciclos de Lamaçães, as professoras Luísa Malaínho e Helena Fernandes vêm nas actividades desenvolvidas na horta pedagógica “oportunidades aos jovens com e sem necessidades educativas especiais de aprenderem habilidades que são extremamente importantes para torná-los mais independentes, mais produtivos e felizes”.

A horticultura social e terapêutica é outra das vertentes abordadas na ‘Rede de Hortas Urbanas de Braga’, ressalvando-se na publicação que o Município de Braga apoiou a criação de cinco hortas em outras tantas instituições sociais parceiras.
Uma dessas instituições é a Casa do Areal, com valências de apoio a idosos, mas que promove também a interacção destes com crianças do Jardim de Infância da?Bogalha.

Marta Sousa, gerontóloga e directora técnica, releva que “o desenvolvimento da horticultura terapêutica permite intervir a nível biopsicossocial nas pessoas mais velhas”, já que “promove o exercício físico, o estímulo de sentimentos de bem estar emocional e a interacção social”.
Para além da Casa do Areal, o Município de Braga apoiou a criação de hortas sociais no Estabelecimento Prisional de Braga, no Centro D.?João Novais e Sousa, na Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral e na Ordem do Carmo - Sameiro.
Ao todo, as cinco hortas sociais do concelho de Braga ocupam 426 m2 e beneficiam 114 utilizadores.

Produtores pedem Raça Minhota nas ementas das cantinas escolares

A presidente da Associação Portuguesa dos Criadores de Bovinos de Raça Minhota (APACRA), Teresa?Moreira, desafiou ontem as câmaras municipais da região a promoverem o consumo da carne desta espécie autóctone nas cantinas escolares.
Em declarações ao Correio do Minho, à margem do Concurso Pecuária da Raça Minhota, que decorreu ontem à tarde, no Altice Forum Braga, no âmbito da Agro 2021, a líder da APACRA apontou o apoio dado pela Câmara Municipal de Arcos de Valdevez ao consumo de carne de racha cachena nas ementas das cantinas do concelho como exemplo a seguir por outras autarquias em relação à Raça Minhota. Em Abril deste ano, o Município de Arcos de Valdevez assinou um protocolo com os produtores de raça cachena com o objectivo de introduzir esta carne nas refeições servidas nas escolas, aumentando a qualidade nutricional das mesmas e dinamizando a economia do concelho.

“O efectivo da Raça Minhota tem aumentado, mas o consumo tem vindo a diminuir.?Com a pandemia, a restauração fechou durante muito tempo e quase se desincentivou o consumo de carne certificada”, releva Teresa Moreira, defensora da introdução da Minhota nas escolas que oferecem muitas vezes “comida de fraca qualidade”.
Teresa Moreira aplaudiu, por outro lado, o investimento feito pela InvestBraga, organizadora da Agro, na edição deste ano do Concurso?Pecuário da Raça Minhota, que contou com a participação de sete dezenas de animais, número bastante abaixo das anteriores edições, antes da pandemia.

“Muitos produtores perderam animais que tinham preparados para os concursos. Não estavam preparados para a suspensão dos concursos e para a incerteza quanto à retoma dos mesmos”, justificou a presidente da APACRA, associação de criadores com sede no concelho de Ponte de Lima, considerado o santuário da Raça Minhota.
A organização da Agro decidiu reforçar o número e o montante dos prémios do Concurso Pecuário, medida que Teresa?Moreira entende como uma compensação para os produtores afectados pela pandemia.

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