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Hugo Pires pede “cartão vermelho” a Ricardo Rio
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Hugo Pires pede “cartão vermelho” a Ricardo Rio

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Hugo Pires pede “cartão vermelho” a Ricardo Rio

Braga

2021-09-20 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Candidato do PS defende uma gestão autárquica que não deixe ninguém para trás e que crie um concelho sustentável.

O cabeça-de-lista do Partido Socialista à Câmara Municipal de Braga pediu, anteontem à noite, ao eleitorado bracarense “um grande cartão vermelho a Ricardo Rio e à maioria de direita” na autarquia. Ao lado do secretário geral do PS, António Costa, num comício na Avenida Central, Hugo Pires, justificou que, “infelizmente, nos últimos oito anos, Braga parou”.
Declarando “a ambição de querer uma Braga para todos” e de “deixar um concelho sustentável para as novas gerações”, o actual deputado e ex-vereador não reconhece “uma ideia, um projecto, uma obra desta Câmara Municipal”.

Depois de o número dois da lista à Câmara Municipal, Artur Feio, ter enunciado um conjunto de promessas não cumpridas do executivo municipal liderado por Ricardo Rio, Hugo Pires referiu que o actual presidente, “em vez de investir na qualidade de vida das pessoas, preferiu gastar milhões na sua promoção pessoal”.
Criticou o candidato do PS a prioridade dada a “festas e festinhas” e “a compra de prémios de eficácia e origem duvidosa.
Respondendo às críticas de líderes partidários sobre o tom da participação do secretário geral do PS e Primeiro Ministro na actual campanha autárquica, Hugo Pires censurou aqueles que “gostavam que o António Costa não andasse a apoiar os candidatos do PS e que deveria estar em casa”.

Uma deixa para o líder do PS defender, na intervenção final do comício de Braga, que para que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) tenha sucesso os municípios não podem “ser entregues a quem todos os dias aparece na televisão” a combatê-lo.
“Para que este plano tenha sucesso, nós não podemos ter os municípios entregues a quem todos os dias aparece na televisão a combater o PRR, temos de ter os municípios entregues a quem quer arregaçar as mangas e pô-lo rapidamente no terreno e em execução”, afirmou António Costa.

Em reacção à acusação que tem recebido, nomeadamente do PSD, de estar a misturar os papéis de secretário-geral do PS e de Primeiro-Ministro durante a campanha autárquica, prometendo os milhões do PRR aos municípios, António Costa alegou que o PRR “não é um plano para as calendas gregas”, antes um plano com um “prazo de execução muitíssimo limitado”.
Voltou a dizer que é “extraordinário que aqueles que há pouco tempo” diziam que o Governo não ia ser capaz de executar o PRR “a tempo e horas”, agora se queixem por o executivo “ter pressa”.

Demarcando-se da direita, António Costa defendeu que os meses de “grave crise pandémica” mostraram que é “fundamental” que exista um “Estado social forte” e um Serviço Nacional de Saúde (SNS) também ele “forte”.
“Ora, para termos um SNS forte, nós temos que ter autarcas que defendam o SNS e não autarcas de partidos que combatem o SNS”, declarou, acrescentando também o “esforço extraordinário que os professores fizeram” quando foi necessário “interromper o ensino presencial”.
Por isso, é preciso “ter à frente das Câmaras quem acredite queira defender a escola pública” e que, nos próximos dois anos, queira apoiar “um programa de recuperação de aprendizagens que não deixe ninguém para trás”.

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