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Braga

2021-04-18 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Obras de restauro e conservação na Igreja de Santa Cruz foram ontem inauguradas. Irmandade, a celebrar 440 anos, investiu mais de um milhão de euros nos últimos quatro anos.

Mais de um milhão de euros foram investidos nas obras de restauro e conservação da Igreja de Santa Cruz, ontem inauguradas. Em final de mandato, o provedor da Irmandade de Santa Cruz, Luís Rufo, justificou o investimento, já integralmente pago, como uma ‘obrigação moral da mesa gerente”.
Jóia do barroco bracarense, com altar-mor e retábulhos em riquíssima talha dourada, o templo encontrava-se, em 2014, bastante degradado, com ameaça de colapso da cobertura e do soalho.
“Toda a talha dourada, os retábulos, a estatuária, o Coro Alto, os púlpitos e demais elementos decorativos estavam a necessitar de obras muito urgentes”, sublinhou o provedor da Irmandade na cerimónia de inauguração das obras que decorreram em várias fases ao longo dos últimos anos.

Luís Rufo recordou que, mau grado a “imensa falta de meios financeiros para o encargo, decidiu-se efectuar a conservação, recuperação, reabilitação e restauro de toda a Igreja, empreitada que se prolongou por mais de quatro anos e se iniciou pela “recuperação dos muito degradados retábulos”, após o que se passou para a substituição do telhado e limpeza das cantarias.
O restauro de toda a talha dourada, do altar-mor, varandis, retábulos relicários e portadas foi a etapa seguinte de uma operação em que todo o corpo da Igreja de Santa Cruz foi intervencionado, com a substituição dos pavimentos, sanefas, púlpitos laterais, a par da repintura das paredes, dos tectos e do guarda vento. “O órgão de tubos foi objecto de uma atenção muito especial, recuperando-se o mesmo para a sua decoração e pintura original”, acrescentou Luís Rufo. “A qualidade dos trabalhos” realizados foi reconhecida pelo arcebispo primaz de Braga. D. Jorge Ortiga, segundo o qual, haverá agora “mais vontade para entrar” no templo, “para rezar mas também para visitar e levar boas recordações de Braga”.

Também presente na inauguração das obras de conservação e restauro da Igreja de Santa Cruz, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, relevou o cuidado dos dirigentes da Irmandade na beneficiação de um espaço religioso que se afirma também como “palco da dinâmica cultural e social” da cidade.
O autarca manifestou satisfação por saber que os trabalhos realizados na Igreja de Santa Cruz foram todos concretizados por empresas do concelho.
A Irmandade de Santa Cruz, já com as obras da igreja em andamento, viu aprovada uma candidatura para comparticipação dos custos das mesmas, sendo que nenhum financiamento foi concedido por indisponibilidade de verbas.

Instituição particularmente afectada pela pandemia

A Irmandade de Santa Cruz, que gere uma Estrutura Residencial para Idosos, Centro de Dia, Serviço de Apoio Domiciliário e Infantário foi uma das instituições sociais da cidade de Braga mais afectadas pela primeira vaga pandemia covid-19. A circunstância foi relevada ontem pelo provedor Luís Rufo, afirmando que “as autoridades têm de ter um olhar de bondade para com esta casa”, que movimenta mais de meio milhar de pessoas por dia, entre funcionários e utentes, e gere um orçamento anual de vários milhões de euros
Luís Rufo aproveitou a cerimónia de inauguração das obras na Igreja de Santa Cruz para agradecer o trabalho dos funcionários da instituição nos períodos mais críticos da pandemia, reconhecendo que estes foram “heróis “ esquecidos pela sociedade.

O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, destacou ontem que, apesar das contingências do último ano, “a Irmandade de Santa Cruz não deixou de construir futuro”, seja com o projecto de expansão de Estrutura Residencial para Idosos, em fase de análise nos serviços camarários, seja com as obras de conservação e restauro da Igreja.
O autarca justificou a atribuição da medalha de mérito municipal - grau à Irmandade de Santa Cruz é o reconhecimento do “serviço?à causa pública na área social e na preservação do património” assumido por esta instituição.
Depois de agradecer a solidariedade e colaboração prestadas pela Arquidiocese e pela Câmara Municipal de Braga nos últimos anos, o provedor da Irmandade de Santa Cruz, que não se recandidata a um terceiro mandato, despediu-se afirmando que a instituição conseguiu recuperar “o prestígio e respeito que lhe era/é devido”.

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