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Inteligência artificial não é um objecto inerte

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Ensino

2024-02-17 às 12h31

José Paulo Silva José Paulo Silva

Presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida defendeu ontem, na Universidade do Minho, valores éticos na utilização de sistemas de inteligência artificial.

Citação

A presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) defendeu ontem, na Universidade do Minho, que a inteligência artificial (IA) não dever ser encarada “apenas como uma ferramenta, um objecto inerte”, mas “talvez como algo que tenha vindo a moldar o modo como nos relacionamos e a nossa própria forma de ser”.
Maria do Céu Patrão Neves falava na abertura da conferência de apresentação pública do Livro Branco ‘Inteligência Artificial: inquietações sociais, propostas éticas e orientações políticas’, iniciativa do CNECV que pretende avaliar o impacto e os desafios éticos da IA na investigação biomédica, na assistência clínica, na administração da saúde, na gestão hospitalar, bem como no ensino e educação em saúde.
O Livro Branco traça o percurso da IA, sintetiza a sua regulação ético-jurídica, enumera a diversidade das suas aplicações, com especial atenção na IA regenerativa, ou seja, no uso de algoritmos para a criação de novos conteúdos, como texto, imagens, música, áudio e vídeos.

Na área da Saúde, a presidente do CNECV é adepta de que, apesar da crescente preponderância dos sistemas de IA, a última palavra deve caber sempre aos profissionais e aos cientistas. Segundo Maria do Céu Patrão Neves, sendo a digitalização da saúde “urgente e fundamental para haver melhores serviços e para a optimização de recursos humanos e financeiros e de equipamentos”, acarreta “também impactos negativos”.
A sessão realizada ontem na Universidade do Minho, que contou com uma mesa-redonda em que participaram os especialistas José Manuel Machado, Maria Goreti Marreiros e João Vilaça, moderados pelos membros da CNECV Inês Godinho e Miguel Ricou, serviu para recolher contributos que enriqueçam o Livro Branco da IA, cujo texto final deve ser publicado em Março próximo.
Com a evolução tão acelerada da IA, cada vez mais omnipresente, a presidente do CNECV entende que é necessário abordar as questões éticas a ela associadas.
A propósito, relevou que a recente regulamentação da União Europeia sobre a IA tem por base valores éticos.
Presente na sessão de apresentação do Livro Branco, o reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, assegurou que as instituições de ensino superior “são particularmente impactadas pelos desenvolvimentos recentes da IA”, os quais vieram “alterar modos tradicionais de actuar na eduçação e na investigação”.

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