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Investigadora da UMinho é a  primeira a vencer bolsa do GILEAD

Ensino

2021-09-15 às 08h00

Redacção Redacção

É A PRIMEIRA VEZ que um cientista português vence esta bolsa, num valor que ascende a 100 mil euros atribuído ao projecto de Cristina Cunha e da equipa de investigadores do ICVS.



Cristina Cunha, investigadora da Escola de Medicina da Universidade do Minho foi distinguida pelo GILEAD Research Scholars Program na área dos antifúngicos, com um projecto de investigação focado no papel do itaconato na resposta do sistema imunitário à aspergilose pulmonar invasiva, uma doença responsável pela morte de mais de 100 mil pessoas por ano em todo o mundo.
Em comunicado, a UMinho realça que está é a primeira vez que um cientista português vence esta bolsa, num valor de 100 mil euros atribuído ao projecto de Cristina Cunha e da equipa de investigadores do ICVS, centro de investigação biomédica da Escola de Medicina.
O programa da GILEAD teve 81 projectos candidatos de todo o mundo.
“As infecções fúngicas oportunistas são um problema cada vez maior na nossa sociedade, tendo em conta o número crescente de doentes imunocomprometidos. Se pensarmos que as taxas de mortalidade associadas a esta infecções são actualmente superiores a 30%, torna-se ainda mais relevante fazer investigação nesta área na tentativa de identificar alternativas terapêuticas”, realça Cristina Cunha.
O projecto liderado pela investigadora minhota centra-se no papel do itaconato, um metabolito “na moda” cujo défice pode influenciar a resposta imunitária contra determinados agentes infecciosos – como é o caso do fungo responsável pela aspergilose. “Nós já tínhamos recolhido dados que permitem perceber que, em determinados indivíduos devido com uma alteração genética de base, algumas células do seu sistema imunitário, nomeadamente os macrófagos, apresentam uma deficiência na produção de itaconato, e têm uma incapacidade em eliminar o fungo. Por esse motivo, doentes portadores destas mutações são mais susceptíveis ao desenvolvimento da aspergilose pulmonar invasiva”. A maior parte dos mecanismos de acção do itaconato é transversal a outras doenças respiratórias e até de outro foro. Ou seja, tudo o que descobrirmos focado nesta doença pode vir a ter aplicabilidade noutros campos do conhecimento”, diz ainda.

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