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IPCA aposta na promoção de uma cultura de inclusão e tolerância
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IPCA aposta na promoção de uma cultura de inclusão e tolerância

Braga

2023-11-17 às 06h00

Libânia Pereira Libânia Pereira

O Dia Internacional da Tolerância foi ontem assinalado no pólo de Braga do IPCA com o 2.º Seminário ‘Ensino para Todos’. Além de sensibilizar, o evento visou consciencializar e capacitar.

Citação

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) assinalou ontem o Dia Internacional da Tolerância com a realização da 2.ª edição do Seminário ‘Ensino para Todos: Reflexão sobre Tolerância e Inclusão no Ensino’. O evento surgiu com o intuito de promover uma cultura de tolerância e inclusão, através não só da sensibilização, mas também da consciencialização e capacitação do público.
A sessão teve lugar na tarde de ontem, no auditório do pólo do IPCA em Braga, e contou com o apoio da Descolar, da Associação de Paralisia Cerebral de Braga (APCB), e da Cruz Vermelha Portuguesa.
Depois do sucesso de uma primeira edição realizada a 16 de Novembro de 2022, o IPCA decidiu dar continuidade ao evento que surge no âmbito do plano estratégico do IPCA para “a incorporação de uma cultura de tolerância e inclusão baseada no respeito pelo ser humano e na igualdade de oportunidades em todas as suas áreas de actuação”.
Assim, esta 2.ª edição do seminário ‘Ensino para todos’ procurou fazer uma reflexão sobre modelos educativos que promovam medidas de inclusão e tolerância para toda a comunidade académica em áreas diversas como necessidades educativas especiais, oportunidades de empreendedorismo social e diferen- ças culturais.
Cláudia Rodrigues e João Borges, ambos docentes na Escola Técnica Superior Profissional (ETSP) do IPCA, destacaram a importância do tema no seio da comunidade escolar, notando que o IPCA acolhe diversos estudantes com necessidades especiais, sendo que aproximadamente 50% desses estudantes encontram-se na ETSP. “Nas licenciaturas temos 41 alunos com necessidades especiais, e só aqui na ETSP temos 37 alunos com necessidades especiais. Estes números estão relacionados com o modelo de ensino que temos nesta escola”, revelou João Borges.
O docente afirmou que esta é uma temática transversal ao IPCA, onde além de infra-estruturas, existem também “modelos de educação adaptados, intérpretes gestuais, metodologias de aprendizagem activa e inovadoras, assim como capacitação e workshops transversais para docentes”.
Cláudia Rodrigues notou que a inclusão não diz respeito apenas a pessoas com necessidades especiais, mas a toda a diversidade humana. “É necessário abrir horizontes e sensibilizar para a importância da tolerância. Incluir todos é urgente, independentemente das suas características, sejam elas físicas, intelectuais, culturais, ou outras. Acreditamos que estes momentos fazem a diferença”, defendeu Cláudia Rodrigues.
João Borges acrescentou ainda que “esta consciencialização tem trazido mais oportunidades para a sociedade. Nós não ficamos aqui fechados num ecossistema educativo, e já surgiram iniciativas como ‘As Aventuras de Lexi’ - um programa de empreendedorismo lançado no ano passado que visa ajudar crianças disléxicas a melhorar as suas aptidões de aprendizagem. Hoje (ontem) será divulgado através da Descolar o jogo ‘Sagas de Claire’, uma ferramenta gamificada onde existe uma intervenção inovadora que é a consciência fonológica para crianças do pré-escolar ao 1.º ciclo. O jogo é gratuito e já está disponível na play store”.
Além deste momento de Empreendedorismo Social com ‘Sagas de Claire’, por Clara Gomes, da Descolar, foi também feita uma ‘Reflexão sobre Tolerância e Inclusão no Ensino’ por João Borges, a psicóloga Paula Miranda a fisioterapeuta Ana Raquel Abreu, da APCB, exploraram ‘O que fazer para promover a tolerância e inclusão em jovens com NEE (Necessidades Educativas Especiais)’, e Vera Lima, da Juventude Cruz Vermelha, falou acerca da ‘Humanização Escolar’.
A 2.ª edição do Seminário ‘Ensino para Todos’ contou ainda com momentos musicais protagonizados pelos alunos do Conservatório de Música de Barcelos.
A docente Cláudia Rodrigues notou ainda que o seminário contou com “uma boa participação externa, assim como com uma boa adesão por parte de alunos e docentes”, adiantando a possibilidade de no próximo ano realizar-se uma 3.ª edição.

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