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IPCA “é exemplo da excelência na investigação e no ensino”
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IPCA “é exemplo da excelência  na investigação e no ensino”

Ensino

2020-10-14 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Primeiro-Ministro assinalou a abertura do ano lectivo 2020/2021 no Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA). António Costa aplaudiu “o exemplo” dado pelo IPCA, defendendo a necessidade de Portugal investir mais na educação e na formação.

Porque o ensino superior politécnico tem “um papel absolutamente determinante”, o primeiro-ministro assinalou ontem a abertura do ano lectivo 2020/ /2021 no Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA), por ser “um exemplo da excelência na investigação e no ensino”. António Costa defendeu ainda a necessidade de investir mais na educação e na formação, garantindo que “há mais vida para além da pandemia”.
Por ser um ano lectivo “muito especial” pela contingência que estamos a enfrentar, António Costa aplaudiu as instituições de ensino superior por retomarem o ensino presencial. “É absolutamente essencial que o país não pare a aguardar pelo fim da pandemia, a pandemia irá terminar e há mais vida para além da pandemia e esse futuro constrói-se hoje. Não podemos sacrificar esta geração com interrupção no seu processo de aprendizagem”, defendeu António Costa, após uma visita às instalações do campus do IPCA, em Barcelos.

E neste processo de recuperação, o ensino superior politécnico tem “um papel absolutamente determinante como agente de desenvolvimento regional, bem como na capacidade de aumentar o potencial produtivo”. António Costa deixou o alerta: “se queremos, e temos que querer, um país competitivo e empresas com melhor nível de produtividade, que criem mais e melhor postos de trabalho, porque as novas gerações têm o direito a construir o seu futuro em Portugal, temos que investir cada vez mais em todo o processo de educação e de formação”.
Neste processo, o ensino superior politécnico tem “um papel chave na articulação entre aquilo que são os recursos de cada região e o tecido empresarial”, exemplificou o Primeiro-ministro, elogiando o IPCA por já ser “exemplo” neste esforço que todo o país tem de fazer.

António Costa congratulou-se ainda pelo facto de este ano lectivo se ter registado a entrada de mais de 51 mil novos alunos, “o maior aumento de sempre” de novos alunos no ensino superior, apesar da “incerteza” provocada pela Covid-19. “Esta é a maior prova da confiança que as famílias têm no futuro do país”, constatou.
Para o Primeiro-ministro, o país tem de apostar num “jogo de soma colectiva”. “Temos de investir cada vez mais na educação. O maior défice estrutural do país é o défice do conhecimento e qualificação dos recursos humanos. É esse o défice que temos de vencer”, incitou o governante, admitindo a “ambição” do país sair desta crise ainda “mais forte” do que estava em Fevereiro passado.
Os recursos que a União Europeia vai disponibilizar constituirão, ainda nas palavras do governante, “um forte acelerador do desenvolvimento estrutural do país e não uma aspirina para aliviar momentaneamente as dores de cabeça dos portugueses”.

À espera de mais financiamento público

A assinalar a abertura do ano lectivo, a presidente do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) pediu ontem ao Primeiro-ministro, António Costa, uma “atenção especial” ao financiamento público do instituto. “Todos sabemos que se encontra, historicamente, sub-avaliado. O investimento público no IPCA é um bom investimento para a sociedade, é um investimento eficiente e eficaz”, assegurou Maria José Fernandes.
Na sessão de abertura do ano lectivo 2020-2021, que contou com a presença do Primeiro-ministro, a presidente confirmou que o IPCA registará “um crescimento superior a 100% em apenas 10 anos”, garantindo ser “um indicador inédito em todo o sistema de ensino superior”. Este crescimento, continuou a presidente, “simboliza a marca de referência que o IPCA tem hoje, na região e no país, quer em termos da qualidade do seu ensino, da qualificação do corpo docente, das excelentes condições em termos de equipamentos e infra-estruturas, do crescimento da investigação e do envolvimento com os parceiros empresariais e não empresariais”.

O IPCA também é uma “instituição de referência” procurada pelos novos estudantes. “Um indicador muito claro é o número de candidaturas que o IPCA teve na 1.ª fase do concurso nacional de acesso. Por outro lado, o índice de satisfação da procura atingiu os 100% evidenciando o aumento do número de candidatos em 1.ª opção. A taxa de colocação situou-se, este ano, em 99%”, aplaudiu Maria José Fernandes, referindo ainda que o aumento da procura foi também sentido “ao nível dos cursos de mestrado e dos cursos técnicos superiores profissionais”.
Em todo este processo tem havido “um forte aproveitamento” de fundos europeus e investimento próprio do IPCA, de que é exemplo o M-Factory Lab - um laboratório industrial, ontem inaugurado, e cujo custo superior a um milhão de euros foi integralmente suportado por receitas próprias.

Apesar das dificuldades, o instituto fez, nestes últimos seis anos, um investimento em espaços lectivos e de investigação superior a seis milhões de euros, totalmente com recurso a receitas próprias.
Mas aproximam-se mais desafios. Alargar a base social de participação no ensino superior para uma sociedade baseada no conhecimento com o aumento da oferta formativa é um dos objectivos. Outro desafio é o intensificar a actividade de I&D, com mais e melhor integração entre educação, investigação e inovação e uma maior articulação com as empresas, o tecido produtivo e a administração pública. Melhorar as infra-estruturas para apoio ao ensino, investigação e apoio aos estudantes é outra das metas da instituição. Maria José Fernandes adiantou ainda que o IPCA pretende concretizar os projectos em curso com os municípios e reforçar e expandir a internacionalização da formação superior e das actividades de I&D.

A presidente destacou ainda dois assuntos que o sistema politécnico tem colocado na agenda política pela importância que têm na “afirmação” dos politécnicos portugueses, acreditando no “impacto que estas alterações terão no desenvolvimento das instituições quer nacional quer internacionalmente”: a mudança de designação para universidades politécnicas e a aprovação da lei que permita aos politécnicos oferecer cursos de doutoramento.
Ainda na sessão solene, o presidente da Associação Académica do IPCA, João Pereira, destacou os “recordes positivos” conquistados pela instituição neste ano atípico. “Apesar de ser a instituição mais nova do país é uma referência nacional do ensino superior politécnico”, elogiou o estudante, alertando para os problemas na acção social, cujo reforço é de “extrema” necessidade. “Somos o único politécnico que não possui uma residência e deixo aqui o apelo para resolver, de forma célere, este problema”, pediu João Pereira, defendendo que o IPCA “está preparado” para receber cursos de doutoramento.

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