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IPCA oferece  mais de 900 vagas aos CTeSP’s

Entrevistas

2020-08-07 às 09h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

INSTITUTO POLITÉCNICO DO CÁVADO E DO AVE (IPCA) aposta no ensino pós-laboral e no aumento da oferta educativa. São mais de 900 vagas para o ano letivo de 2020/2021.

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) disponibiliza mais de 900 vagas para o ingresso nos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP’s), para o ano lectivo de 2020/2021.
As candidaturas à 1.ª fase dos CTeSP’s oferecida pela Escola Técnica Superior Profissional (ETeSP) nas áreas da Gestão, da Tecnologia, do Design e da Hotelaria e Turismo já estão a decorrer e prolongam-se até ao dia 14 de Agosto.
Uma das novidades do Politécnico de Barcelos para o próximo ano lectivo é referente ao alargamento da oferta educativa com três novos cursos: Metrologia, Instrumentação e Qualidade Industrial; Gestão de Seguros e Mobilidade Híbrida que vêm reforçar a aposta do IPCA em cursos práticos alinhados com as necessidades do mercado de trabalho na região, aferidas junto das empresas que acolhem os estudantes estagiários.



Em entrevista, Maria José Fernandes, presidente do IPCA, refere que a instituição foi pioneira na implementação dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais em Portugal.

A que se deve a forte aposta do IPCA nos CTeSP’s?
Os CTeSP’s foram criados com o objectivo de formar quadros técnicos qualificados capazes de dar resposta às necessidades das empresas, possibilitando a continuidade dos estudos no Curso de Licenciatura. O IPCA tem partilhado esta visão, apostando na oferta de cursos TeSP alinhados com as necessidades das empresas e também como forma de resposta clara às necessidades das famílias. Com esta oferta aumentamos o número de estudantes jovens a frequentar o ensino superior.
Há já seis anos que oferecemos este tipo de cursos. Efectivamente, o ano de 2014, ficou marcado para o IPCA, como o ano de arranque para a formação de cursos TeSP’s, oferecemos nesse ano 180 vagas e também pela primeira vez alargamos a nossa área de actuação ao Polo de Braga. Em 2015, estendemos a oferta deste tipo de formação a Guimarães, onde actualmente 500 estudantes frequentam este tipo de cursos.
Os CTeSP’s do IPCA são actualmente frequentados por cerca de 1300 estudantes, sendo distribuídos pelos concelhos do quadrilátero: Guimarães, Braga, Barcelos e Vila Nova de Famalicão.
Além disso o IPCA tem uma escola própria para leccionar este tipo de cursos? A Escola Técnica Superior Profissional (ETESP) a única do país...
É verdade. A 5 de Maio de 2019, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Professor Manuel Heitor, aprovou a criação da ETESP, com sede em Braga e que entrou em funcionamento nesse mesmo ano. Uma escola com características específicas dada a natureza deste tipo de formação. O IPCA consegue assim mais um feito na sua história com a criação da sua 5.ª Escola, fruto de uma forte articulação nas respostas às necessidades da região ao nível da oferta educativa qualificada. Com a criação desta Escola o IPCA continua a cumprir com a sua missão, fortalecendo a estratégia de crescimento e de consolidação do seu projecto educativo e científico.
Qual a principal vantagem de um estudante enveredar por este regime de ensino?
Os CTeSP’s dão a possibilidade aos estudantes que completam o 12.º ano de ingressarem no Ensino Superior, sem terem necessidade de fazer provas especificas ou exames nacionais de Acesso ao Ensino Superior. São cursos superiores direccionados a dar continuidade aos estudantes das vias profissionais (que tenham concluído o 12.º ano) e que podem aceder directamente aos Cursos de Licenciatura tendo, assim, direito à creditação de uma parte da sua formação nos cursos de licenciatura.
Os CTeSP’s são formações de nível superior, com dois anos de duração, que inclui 6 meses de estágio numa empresa. Os estudantes desenvolvem competências técnicas específicas para iniciar uma actividade profissional, e em alguns casos, adquirem competência para uma requalificação profissional.

No caso da requalificação profissional e estudantes trabalhadores, o IPCA apresenta soluções para o ingresso deste tipo de estudantes?
Foi precisamente a pensar neste público- -alvo que o IPCA este ano aumentou a oferta educativa em regime pós-laboral. Note-se que, 38% dos CTeSP’s são oferecidos em regime pós-laboral, e em alguns cursos, quer pela área quer pela significativa procura são oferecidos nos dois regimes – laboral e pós-laboral. Temos perfeita consciência de que cada vez mais as empresas exigem quadros mais qualificados, com mais competências. O ensino em regime nocturno facilita a eventual requalificação, e permite que um profissional adulto tenha condições para estudar, atualizando ou mantendo o seu posto de trabalho e mesmo progredindo com promoção da carreira.

É garantido que todos os estudantes destes cursos usufruem de um estágio curricular?
Todos os nossos estudantes dos CTeSP’s realizam um estágio curricular, aliás, essa é uma das vertentes práticas deste curso, como costumamos dizer, os estudantes “colocam as mãos na massa”. E é assim que pretendemos que continue a funcionar. Temos várias empresas com quem temos estabelecidos protocolos que recebem os nossos estudantes. Temos, inclusive, vários contactos de empresas que solicitam os nossos estudantes para ingressarem no mercado de trabalho. E este factor é o reflexo da nossa missão enquanto Instituição de Ensino Superior e do relacionamento que mantemos com as empresas da região. Tão bom é este relacionamento que temos o Curso de Soldadura Avançada a ser leccionado nas instalações da empresa DST Group, em Braga.

À semelhança dos estudantes dos cursos de Licenciatura, também os estudantes dos CTeSP’s têm acesso a bolsa de estudos?
Os estudantes do IPCA dos vários níveis de gradução de ensino (CTeSP’s, Licenciaturas e Mestrados) podem candidatar- -se à bolsa de estudos.
As Bolsas de Estudo, atribuídas pela DGES, são uma comparticipação dos encargos com os estudantes de, pelo menos, o valor mínimo da propina, ou seja, o valor de 871,25€ anual sendo a bolsa máxima no valor anual de 5.523,91€ (valores atribuídos pela DGES). Os deslocados, podem ainda usufruir de um suplemento no alojamento.
Também o IPCA é sensível nesta matéria e dispõe de Apoios Sociais como o Fundo de Emergência Social (apoio nas deslocações, alimentação, material escolar, alojamento...) e as Bolsas de Colaboradores que são serviços prestados ao IPCA pelos nossos estudantes e que são pagos à hora.

O Curso de Soldadura Avançada abriu no ano passado. Este ano o IPCA tem mais novidades ao nível da oferta educativa?
Este ano, o ano lectivo arranca com três novos cursos. Na totalidade oferecemos 24 cursos distribuídos por 4 áreas de ensino, sendo na área da tecnologia que temos maior número de vagas (53%), justificadas pelo número de cursos, alinhadas com as necessidades do tecido económico da região.
Os novos cursos de Metrologia, Instrumentação e Qualidade Industrial; Gestão de Seguros e Mobilidade Híbrida vêm reforçar a nossa capacidade de dar respostas às necessidades das empresas da região.

Ao nível da distribuição geográfica dos cursos, onde são leccionados uma vez que o IPCA tem o seu Campus em Barcelos e 3 Polos?
A ETESP tem a sua sede em Braga, em instalações próprias do IPCA. Sempre foi objectivo do IPCA abraçar o quadrilátero e nesse sentido temos também um Polo em Guimarães, no Avepark, e outro em Vila Nova de Famalicão, nas CIIES (Centro de Inovação, Investigação e Ensino Superior). Além de que, os CTeSP’s continuam a ser leccionados no Campus, utilizando os laboratórios e oficinas existentes, em especial o M-Factory Lab. Este ano, é em Famalicão que se concentra o maior número de vagas para o ano lectivo 2020/2021 apostando na oferta do regime pós-laboral, respondendo ao desafio que nos foi lançado pelo concelho que é responsável pelo maior número de exportações na região norte. Em suma, a ETESP oferece 24 cursos que são leccionados em 4 cidades e em 4 áreas distintas, nos regimes laborais e pós-laborais.

Uma questão que muito se tem colocado, tem a ver com o próximo ano lectivo. Estão reunidas as condições de segurança no combate à propagação da Covid-19?
Estão já implementadas, desde o final de Março, todas as medidas de segurança e higiene indicadas pela Direcção-Geral de Saúde (DGS). Estão delimitados todos os edifícios do IPCA, desde a circulação à proibição de certos espaços que não proporcionem a distância física de segurança, o uso de máscara é obrigatório no Campus e Polos do IPCA, temos distribuídas soluções de álcool gel para desinfecção das mãos e equipamentos a utilizar. Temos várias comunicações, quer no nosso sistema de TV, quer em material gráfico para consciencializarmos a nossa comunidade académica no sentido de adoptarem boas práticas. Estamos preparados para receber os nossos estudantes, e vamos reger-nos sempre pelas orientações da DGS. Já foram leccionadas aulas laboratoriais, aquando do primeiro desconfinamento, entre Maio e Junho, o que nos permitiu avaliar a adequação das medidas implementadas, e nos dá bastante segurança para o arranque do novo ano lectivo.


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