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Irmandade de Santa Cruz: Novas pobrezas exigem “respostas criativas”
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Irmandade de Santa Cruz: Novas pobrezas exigem “respostas criativas”

Braga

2021-05-09 às 14h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, participou ontem na cerimónia da tomada de posse dos novos órgãos sociais da Irmandade de Santa Cruz.

Em dia de “agradecer, sonhar, mas também reflectir”, o arcebispo primaz desafiou as instituições da cidade a encontrarem “respostas criativas” para as novas formas de pobreza. Fazendo referência ao programa pastoral da Diocese de Braga, D. Jorge Ortiga, que presidiu ontem à cerimónia da tomada de posse dos novos órgãos sociais da Irmandade de Santa Cruz, alertou que o reconhecimento do trabalho das instituições sociais “deve ser acompanhado por uma presença mais concreta e efectiva por parte do Estado”.
A pandemia trouxe novas formas de pobreza e ainda desconhecemos as consequências sociais efectivas, por isso, D. Jorge Ortiga deixou o apelo: “é preciso reflectirmos juntos numa situação de capilaridade e descobrir aquilo que falta, o que hoje não está a ter resposta”. Para isso, o arcebispo primaz pediu às instituições que se deixem “possuir pelo sentido da inovação e criatividade para procurar respostas novas”, até porque na “linha da caridade e da solidariedade é preciso ser-se criativo”.
A Igreja que “sempre esteve na vanguarda” da acção social, também hoje precisa de “descobrir caminhos novos” e assumir o “compromisso” de ser capaz de dizer que na cidade de Braga “a dignidade das pessoas é respeitada”.
Demonstrando gratidão pelo trabalho realizado pela equipa liderada por Luís Rufo, o arcebispo aproveitou a oportunidade para deixar uma “palavra de estímulo e maior responsabilidade” ao novo provedor Fernando Rodrigues e à equipa que o acompanha nos órgãos sociais, eleitos para gerir a Irmandade de Santa Cruz até 2025.
Ainda na cerimónia da tomada de posse, D. Jorge Ortiga destacou a Cimeira Social que terminou ontem na cidade do Porto. “Apresentaram uma declaração de intenções que se vai verter em orientações e, porventura, leis que possam determinar o futuro da sustentabilidade da causa social”, referiu o arcebispo primaz, deixando o recado: “não bastam declarações. Mais do que nunca temos que estar congregados na causa social e unir-nos pela causa social. Temos de continuar a trabalhar para dar dignidade a todas as pessoas, porque todos os seres humanos têm direito à dignidade”.
O Estado, continuou o prelado, “não é nem pode ser o único responsável pela causa social e pelo bem-estar”. Mas D, Jorge Ortiga alertou: “o Estado não pode nem deve fazê-lo sozinho, mas tem que garantir, com acções concretas, e estimular aqueles que diariamente lutam por esta dignidade”.

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