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Já há manual para produzir grafeno
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Já há manual para produzir grafeno

Ensino

2020-02-13 às 15h15

Redacção Redacção

Livro Branco de acesso livre sobe os diversos processos de fabricar grafeno envolveu 70 investigadores do consórcio europeu e é um projecto-bandeira da União Europeia. Escola de Ciências da Univeridade do Minho integra consórcio.

O consórcio europeu Graphene Flagship, no qual participa a Escola de Ciências da Universidade do Minho (UMinho), lançou um manual de acesso livre sobre os diversos processos de fabricar grafeno. Este ‘livro branco’ de mais de 500 páginas envolveu 70 investigadores do consórcio e é um projecto-bandeira da União Europeia, contando com mil milhões de euros até 2023.
O grafeno é considerado o “material do futuro”, por ser leve, flexível, condutor e resistente, tendo aplicações como a medicina, a exploração espacial, a energia e a electrónica. O objectivo do guia ‘Production and processing of graphene and related materials’ é validar protocolos das suas propriedades, escalar a sua produção em massa e acelerar a sua chegada aos consumidores.

Os nove capítulos do manual resumem as múltiplas formas de sintetizar e fabricar grafeno e outros materiais bidimensionais, como o nitreto de boro, que é quase tão duro como o diamante, além de bom isolante e condutor de calor. Além da grafite, há cerca de 5000 materiais que se podem esfoliar, como se cada um fosse um baralho de cartas, e ao juntar cartas de baralhos diferentes abrem-se possibilidades de criar materiais que não existem na natureza, ampliando as hipóteses de combinar funções e, portanto, de fazer novos dispositivos.

O grafeno está já em muitas aplicações comerciais, desde baterias mais duradouras, sensores de movimento precisos, sistemas de visão noturna, capacetes robustos e painéis solares acessíveis. Filtros de purificação de água e de ar, circuitos integrados para a era 5G, electrónica vestível e sensores de condução autónoma são outros avanços em curso. Porém, a falta de dados sobre a correta preparação e processamento do grafeno tem demorado a sua generalização. É isso que se quer agora contornar com o novo manual, que faz parte da presente edição da revista ‘2D Materials’, do Instituto Britânico de Física, e é coordenado por Mar García-Hernández, do Centro Superior de Investigações Científicas de Espanha.

Diversos centros europeus estão a preparar normas que possam ser usadas como referência e a estandardizar protocolos para o grafeno e outros materiais bidimensionais, mediante a validação da sua composição e das propriedades. A intenção é permitir que as empresas possam incorporar isso nas suas linhas de produção e design e que as instituições e os cidadãos saibam o que têm em mãos.

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