Correio do Minho

Braga, quinta-feira

- +
“É urgente incentivar o funcionamento em rede”
Professora da UMinho lança livro sobre escritores dos PALOP

“É urgente incentivar o funcionamento em rede”

Gastronomia e património histórico podem ser saboreados no ‘Burguês’

“É urgente incentivar o funcionamento em rede”

Vale do Ave

2010-04-08 às 06h00

Rui Serapicos Rui Serapicos

“É ainda difícil trabalhar em rede em Portugal” e “é urgente incentivar o funcionamento em rede”, disse ontem, em Guimarães, o secretário de Estado da Cultura.

Elísio Sumaveille, que falava no Centro Cultural Vila Flor durante a abertura do 10.º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas, lembrou, porém, os avanços com a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas e assegurou que o governo continua atento às necessidades suscitadas pela sociedade do conhecimento.

Referiu a propósito a implementação da Porbase e ligações que se estabelecem a projectos europeus.
A crescente acessibilidade da Biblioteca Nacional Digital, que em 2009 averbou mais de sete milhões de acessos e a criação do Registo Nacional de Obras Digitalizadas — para evitar duplicações — são medidas que o secretário de Estado frisou, garantindo que vai prosseguir a qualificação e a contratação de profissionais.

António Pina Falcão alerta para “situação grave”

No início da sessão, António Pina Falcão, o presidente da BAD — Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas, produzira considerações divergentes das do secretário de Estado, afirmando que a legislação recente tem vindo a prejudicar as carreiras profissionais no sector dos técnicos de arquivo, seguindo uma tendência que na sua opinião conduz à desqualificação, comprometendo os avanços alcançados nas últimas três décadas.
“Vivemos na carreira de técnicos de arquivo uma situação grave de recursos humanos”, afirmou.

Pina Falcão reconheceu que no último quartel do século XX Portugal fez avanços neste domínio, apontando a ditadura e o obscurantismo como “causas próximas” das dificuldades sentidas no acesso à cultura antes de 1974.

Na sessão de abertura usaram da palavra ainda Gerald Leitner, presidente da EBLIDA — European Bureau of Library and Documentation Associations, a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Guimarães, Francisca Abreu, o reitor da Universidade do Minho, António Cunha e um orador convidado, Gustavo Cardoso, investigador do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, que produziu uma intervenção sobre o tema “Do acesso livre aos livros livres: a revolução digital na ciência e a transformação do mundo editorial”.

Este especialista abordou a concorrência do formato tradicional com os novos formatos digitalizados, não só do livro como das edições com carácter científico, vincando a ocorrência de novos paradigmas de comunicação, mobilidade e multiplicidade, tanto no entretenimento e na ficção, como na produção académica.

Os investigadores, tanto das ciências sociais e humanas como das matemáticas, estão a aumentar a tendência para publicar os seus artigos em sistema 'open acess', acentuou, realçando também que o leitor de hoje é diferente do leitor de há 10 anos.

Universidade projecta nova biblioteca para Guimarães

O reitor da Universidade do Minho, António Cunha, lembrou as responsabilidades que esta academia tem em Braga na gestão do Arquivo Distrital, da Biblioteca Pública e da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva — serviços prestados a toda a comunidade, a par das bibliotecas universitárias.

Lembrando que para Guimarães está em fase de definição o projecto de uma nova biblioteca, frisou a atenção com que estão a ser acompanhadas as evoluções no âmbito da digitalização, por forma a “endogeneizar o que deve ser uma biblioteca universitária que tem abertura à sociedade e à comunidade”.

O congresso tem sessão de encerramento prevista para as 16h00 de amanhã, mas contempla ainda, na manhã de sábado, uma visita à Biblioteca Municipal de Viana do Castelo.
Amanhã o dia é dedicado a visitas técnicas, a espaços como o Centro de Estudos Camilianos em Seide S. Miguel — Vila Nova de Famalicão, e em Guimarães a espaços como o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta e os Serviços de Documentação da Universidade do Minho, no pólo de Azurém.
Hoje, os trabalhos incidem sobre temas como “Conteúdos: gestão, acessibilidade, utilização” e “Competências: literacia da informação, formação de especialistas”.

Deixa o teu comentário

Últimas Vale do Ave

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.

Bem-vindo ao Correio do Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho