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Braga, quarta-feira

Lígia Monterroso apresentou livro em Amares
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Lígia Monterroso apresentou livro em Amares

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Cávado

2019-03-16 às 08h00

Redacção

Directora da licenciatura em Enfermagem do ISAVE apresentou, na Feira do Livro de Amares, a obra ‘Regime Terapêutico das pessoas idosas dependentes - avaliação da adesão e da gestão’. Livro é súmula da sua tese de mestrado.

“Quarenta e nove por cento dos idosos, acompanhados por profissionais de saúde não aderem ao regime medicamentoso que lhes é prescrito”. Esta é uma das conclusões da tese de mestrado de Lígia Monterroso, cuja súmula deu origem ao livro ‘Regime terapêutico das pessoas idosas dependentes – avaliação da adesão e da gestão’.
A directora da Licenciatura de Enfermagem do Instituto Superior de Saúde (ISAVE) apresentou a obra, na Galeria de Artes e Ofícios, no âmbito da Feira do Livro que ali decorre.
Na sessão de apresentação participaram o o vice-presidente da Câmara de Amares, Isidro Araújo, e Arnaldo Sousa, do ISAVE, além de alunos de Enfermagem.
Editado pela Novas Edições Académicas, o livro reflecte um levantamento efectuado em várias unidades de saúde no Algarve.
Na sua intervenção, Lígia Monterroso partiu do seu gosto pelo cuidado com os idosos, “cada vez mais medicados, que gastam rios de dinheiro, têm farmácias de remédios em suas casas sem utilidade”.
A sua tese procura responder à pergunta ‘Que enfermagem podemos desenvolver com os idosos, porque os mais velhos são a mais valia de conhecimento, são eles que nos ensinam, e como é que os marginalizamos e esquecemos’?.
Após partilhar algumas das conclusões da sua investigação com a plateia, colocando-se na pele de enfermeira, Lígia Monterroso questionou “o modo como actuamos com os outros: o enfermeiro não tem tempo para tirar as dúvidas aos idosos”.
Do seu trabalho resultou um programa no Algarve, em colaboração com as Câmaras Municipais, de melhorar o acesso ao medicamento a idosos residentes em zona isoladas e recônditas: a s Câmaras recebem as recitas e entregam os medicamentos aos utentes em sua casa”.
Apesar de estarmos mal, Lígia Monterroso reconheceu que a Europa está pior, concluindo pela necessidade urgente de “cuidar do cuidador informal de idosos dependentes. Ele tem um papel ingrato enquanto outros familiares só pensam no que vão herdar. Os cuidadores estão sempre despertos, sem tempo para sair de casa ou parar umas horas”.
“O idoso doente não precisa só de um cuidador mas sim de um cuidador com saúde mental e saúde física” – conclui Lígia Monterroso, ao defender que “as famílias que abandonam os seus idosos ou os depositam nos hospitais deviam perder as pensões deles”.
A Arnaldo Sousa coube traçar o perfil bio-biliográfico da autora e o vice-presidente da Câmara enalteceu a vontade do Município em colaborar com o ISAVE em outras iniciativas no futuro.

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