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Nacional

2010-03-04 às 16h47

Lusa Lusa

A Associação Portugueses de Seguradoras (ASP) alertou hoje para o facto de o número de coberturas na Madeira é “pequeno para a dimensão da tragédia” causada pelo temporal que assolou a ilha.

A Associação Portugueses de Seguradoras (ASP) alertou hoje para o facto de o número de coberturas na Madeira é “pequeno para a dimensão da tragédia” causada pelo temporal que assolou a ilha.

O 'número de sinistros e mortes participados é pequeno para a dimensão da tragédia', afirmou o presidente da ASP, Pedro Seixas Vale, dando como exemplo o caso das 110 mil habitações da ilha, em que 'apenas um terço tem seguro'.

Em contrapartida, no continente, o número de habitações seguras é de 50 por cento, um nível que aumenta no resto da Europa, onde a ' tradição é de 70 a 90 por cento' das casas com cobertura.

O valor das indemnizações a ser pago pelas seguradoras pelos danos participados causados pela tempestade na Madeira pode chegar aos 80 milhões de euros, depois de uma estimativa inicial de 60 milhões.

O responsável da APS explicou que existe 'abertura das seguradoras para se fazer a liquidação' no ramo habitação, mesmo que existam problemas de anexos ou modificações não autorizadas nas habitações. A condição é que 'tenham seguro', frisou.

Na estimativa inicial, a APS apurou que 54 milhões de euros de indemnizações (53 por cento do custo médio por sinistro) corresponde ao comércio e indústria, com 616 número de casos participados, contra os 454 da área da habitação, com apenas quatro milhões de euros a pagar pelas seguradoras.

No ramo vida, apenas se registou um caso participado, enquanto a rubrica de acidentes de trabalho e pessoais as indemnizações fixam-se em 11.

Apenas 79 sinistros relacionados com danos provocados pelos fenómenos da natureza foram apresentados no ramo automóvel, um número diminuto para o total de viaturas danificadas no temporal da Madeira, que provocou, pelo menos, 42 mortos, oito desaparecidos e centenas de desalojados.

'Temos a noção de que alguns sinistros não foram participados e que e há casos em que pode o tipo” de acidente pode justificar a intervenção em “alguns edifícios que venham a demonstrar que ficaram com danos', disse Pedro Seixas Vale, salientando também a eventualidade de 'a avaliação não ser imediata'.

O presidente da APS, associação que reúne cerca de 70 companhias de seguros que operam no mercado nacional, explicou que a situação 'estará resolvida dentro de muito pouco tempo', embora tenha salientado que existem exceções.

'Há situações em que é possível fazer o pagamento muito rápido e em dinheiro”, algo que já tem acontecido. Mas há casos que têm a ver com a recuperação de situações, de reconstrução para a situação inicial. Esses estão dependentes do tipo e do tempo que vai ser necessário' para a intervenção”, explicou.

Também se prevê que as situações 'de alguma dimensão ligadas às infraestruturas' possam necessitar de mais tempo para serem resolvidas pelas seguradoras.

Pedro Seixas observou que a avaliação 'está a decorrer com cuidado nas áreas de mais dimensão e gravidade' e notou que as seguradoras criaram mecanismos extraordinários, para que a avaliação e o pagamento seja rápido.

O “número de exclusões nas apólices é relativamente pequeno', salientou o presidente da APS, embora salientando que “grande parte” dos proprietários dos automóveis destruídos “'não vão ser indemnizados por terem seguro de cobertura limitada'.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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