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Braga

2023-05-28 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Com 70 mil membros, o Corpo Nacional de Escutas é a maior organização juvenil do país. O centenário do escutismo católico português, fundado em Braga a 27 de Maio de 1923, fica perpetuado numa escultura de Paulo Neves, ontem oferecida à cidade.

Citação

Uma escultura em pedra, da autoria de Paulo Neves, perpetua na cidade de Braga o testemunho da comemoração dos 100 anos da fundação do Corpo Nacional de Escutas (CNE). Foi inaugurada ontem à tarde, no Jardim dos Chorões, numa cerimónia que foi um dos muitos momentos do programa desenvolvido, ao longo do dia, para celebrar o Centenário daquela que é a maior organização de juventude do país, com cerca de 70 mil membros.
Sameiro Araújo, a vice-presidente da Câmara, considerou “justíssima” a homenagem ao movimento escutista católico português que nasceu a 27 de Maio de 1923, na Praça do Município. O Agrupamento da Sé é o número 1 do CNE.
É em Braga que 23 mil escuteiros festejam este fim-de-semana o 100.º aniversário do CNE. Ontem de manhã, o secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Correia, realçou a importância do CNE, não só pelo elevado número de membros, mas também “pela missão muito virtuosa de promover a educação não formal e o espírito de apoio à comunidade, tudo com base no voluntariado”.

“Em nome do Governo”, o secretário de Estado agradeceu o “papel insubstituível que tem sido desenvolvido ao longo de 100 anos” pelo CNE, lembrando que este tem assento no Conselho Nacional de Juventude, entidade de cariz consultivo que tem uma palavra a dizer na definição de políticas pelo Governo.
Ainda da parte da manhã — na apresentação do selo dos CTT comemorativo do Centenário do CNE — o chefe nacional, Ivo Faria, aproveitou para deixar três mensagens breves, a primeira das quais para a Igreja portuguesa, saudando a Arquidiocese de Braga “onde tudo isto nasceu” e lembrando que “se existe escutismo católico há 100 anos” isso deve-se “em primeiro lugar a esta visão inspiradora” que tiveram há cem anos de “criar um espaço para que os jovens e as crianças se sintam acolhidos”.

Uma segunda palavra foi dedicada aqueles que “dão condições” para o CNE continuar a desenvolver o seu projecto. Em Portugal existem 1005 agrupamentos “o que só é possível pelo apoio que temos da Igreja, paróquias, comunidade civil, Governo e autarquias locais”, realçou.
A última palavra foi de agradecimento “à sociedade”, pois as famílias continuam a confiar no CNE. Este ano entraram mais de 10 mil crianças e jovens para os escuteiros, “ a maioria dos quais lobitos, com idades dos seis aos 10 anos”, referiu Ivo Faria, que realçou ainda a importância de promover o acolhimento de imigrantes nos escuteiros.

Ivo Faria lembrou ainda que o voluntariado tem sido fundamental para o CNE desenvolver o seu trabalho com as crianças e jovens. São quase 15 mil os voluntários envolvidos na causa.
Os escuteiros, vindos de todo o país, andaram durante o dia pela cidade, sendo que o Altice Forum Braga foi um dos pólos desta celebração e onde todos os caminhos foram dar ao final do dia. Foi ali, no enorme palco montado no parque de estacionamento, que o arcebispo primaz presidiu à eucaristia comemorativa. Após a missa, no interior do Fórum, os escuteiros realizaram “o maior Fogo de Conselho de sempre”.

Centenário fica na memória de 23 mil escuteiros

Escuteiro desde os seis anos de idade, Eduardo Moreira é um dos 23 mil escuteiros que, neste fim-de-semana estão na cidade de Braga para comemorar o Centenário do Corpo Nacional de Escutas (CNE).
Com 14 anos de idade, este ‘pioneiro’ do Agrupamento 635 - São Romão de Coronado, conta que “pertencer aos escuteiros é ter uma segunda família”. E em Braga, a família alargada está reunida para viver um momento “que vai ficar na memória” de todos: a celebração dos 100 anos do escutismo católico em Portugal.
O ‘Edu’, como é tratado pelos amigos, veio num grupo de 40 escuteiros. “Veio sensivelmente metade do nosso Agrupamento, o 635”, conta Paulo Damasceno, chefe de contingente, revelando que a preparação para esta deslocação a Braga “foi fácil” porque o que implicou foi aquilo que “os escuteiros já fazem no dia-a-dia”. Realça, porém, que estar no centenário do CNE “é uma marca para estas crianças e jovens, que daqui a 50 anos ainda se vão lembrar de ter vindo a Braga” para este evento.

O Agrupamento 309 - Ceira, da região de Coimbra, está entre os maiores da região centro e também do país. Vieram 100 escuteiros para Braga, dos 150 que integram este agrupamento.
Foram precisos dois autocarros para trazer um grupo muito entusiasmado por viver “uma actividade especial”, que “relembra como é que se iniciou o escutismo, que 100 anos depois continua ainda a ter a mesma força e capacidade de mobilizar a juventude”, refere Fernando Raposo, revelando que apesar deste já ser um grande agrupamento, conta com lista de espera. “O escutismo continua a cativar. Nos lobitos temos lista de espera porque não conseguimos ter recursos humanos para dar resposta a tanta procura”, contou ao ‘Correio do Minho’.

O Agrupamento de Ceira preparou esta vinda a Braga ao longo do último ano, “logo que foi lançado o desafio” para as comemorações Centenário.
O mesmo aconteceu com o Agrupamento 402 - Estarreja, como nos contou Bruno Almeida, chefe da unidade da 2.ª secção. “Fizemos uma preparação intensa, sobretudo junto dos mais novos, para que esta a vinda a Braga corra bem”, contou, revelando que todos sentem que “estar no Centenário é marcante”. Este Agrupamento trouxe a Braga 52 escuteiros, com idades dos seis aos 22 anos. “Veio quase todo o agrupamento”, revela.

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