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Manhente cumpre promessa a São Sebastião

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Manhente cumpre promessa a São Sebastião

Cávado

2020-01-27 às 06h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

Frreguesia de Manhente cumpriu a tradição, renovando as promessas a São Sebastião de realizar as festividades, no dia 20 de Janeiro, em honra do santo. O programa de pendor fortemente religioso, ofereceu também à população um cartaz animado com actuações de vários artistas populares.

A comunidade de Manhente cumpriu a tradição, renovando as promessas a São Sebastião de realizar as festividades a 20 de Janeiro em honra do santo. No passado mais longínquo, quem tinha a responsabilidade da realizar a festa eram os mordomos que eram os rapazes que faziam vinte anos e que iam prestar o serviço militar. Organizavam a festa em honra de São Sebastião para que o santo os protegesse e os mantivesse a a salvo nas campanhas de guerra. Actualmente, é uma comissão de festas que assume esta missão de erguer as festividades em honra do santo.

Assim, os quatro mordomos - Artur Duarte, Manuel Gomes, João Roberto e José Oliveira - e a juíza Laurinda Pedro constituíram a comissão de festas deste ano e que ontem passaram o testemunho à comissão que vai assumir a festa do próximo ano. “Uma missão que não se apresenta nada fácil, mas o mais importante é que não se deixe cair a tradição”. No final, fica o sentimento de “dever cumprido”, contam os elementos da comissão. A juíza Laurinda Pedro acrescenta que esta “é uma forma de conhecermos gente e as famílias que ao longo do ano se juntam nas iniciativas que organizamos para angariar fundos para as festividades em honra de São Sebastião”.

No próximo mês, a ‘nova’ comissão já começa a pensar na festa de 2021. Assim, no segundo domingo de cada mês, realiza-se uma feirinha para começar a angariar fundos para garantir as festividades em honra de São Sebastião de Manhente.
O padre da paróquia de Manhente, Manuel Silva, sublinha o significado religioso destas festividades para as pessoas da freguesia. “São Sebastião é o protector da fome, da peste e da guerra. Este povo demonstra uma grande gratidão ao santo numa altura em que houve uma grande escassez de pão e, num certo lugar da paróquia, apareceu pão. Daí a grande devoção que este povo tem a São Sebastião e, por isso, é que nunca deixou de se fazer a festa em honra do santo devido a esse acontecimento”.

O padre Manuel Silva realça a devoção desta comunidade não só em honra de São Sebastião, mas também na Festa dos Passos. “É uma forma de unir a comunidade e este povo colabora, contribuindo para qualquer festa que se faça na freguesia de Manhente”, salientou o pároco da freguesia.
A majestosa procissão em honra de São Sebastião integrou 14 andores com as imagens de São Martinho (padroeiro da paróquia de Manhente), São Sebastião, o Sagrado Coração de Jesus, São José, o Menino Jesus, São Bento, Santo António, Senhora das Graças, Santa Teresa do Menino Jesus, São Brás, Nossa Senhora de Fátima com os pastorinhos, a Cruz de Cristo crucificado e a mais recente imagem do Papa João Paulo II.

O programa de pendor religioso iniciou no dia 17 de Janeiro com as novenas, cujo ponto alto foi a procissão que percorreu ontem as ruas da freguesia de Manhente.
A animação também não faltou com a actuação do grupo musical Ecos do Povo e no sábado à noite um espectáculo com Johnny Abreu. O espectáculo musical com o artista José Malhoa, seguido de uma sessão de fogo de artifício encerrou as festas.

Lendas de São Sebastião de Manhente mantêm vivas as festas

Reza a lenda que na Idade Média, houve em Portugal um ano de fome e peste que também atingiu os habitantes da freguesia do Couto de Manhente. Foram tantos os mortos que os mais crentes pediram a São Sebastião para que os protegesse de tal flagelo. Se a doença se afastasse, se os doentes melhorassem e os animais escapassem, prometeram realizar anualmente a 20 de Janeiro uma festa onde não faltasse pão para quantos a ela comparecessem. O povo da freguesia de Couto de Manhente foi poupado a tal flagelo. Cumpriu-se o prometido e assim se faz ao longo dos tempos a festa a São Sebastião. Por isso se diz que o São Sebastião é o protector da fome, da peste e da guerra.

Conta ainda a lenda que em 1809 (ano em que Napoleão, Imperador de França mandou invadir pela segunda vez Portugal), as tropas entraram pelo norte a caminho de Braga e do Porto, passando pelas terras do Couto de Manhente. A população aterrorizada com a iminente invasão e nas suas consequências (pilhagens, mortes e violações) saiu à rua com a imagem de São Sebastião, pedindo a sua protecção e renovaram a promessa: se os invasores não entrassem em Couto de Manhente fariam todos os anos, no dia 20 de Janeiro uma festa em honra do santo. No dia levantou-se um forte e denso nevoeiro, saindo do rio Cávado que envolveu a freguesia de Couto de Manhente, obrigando os invasores a desviarem-se do seu caminho, deixando em paz estas gentes.

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