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Desporto

2020-04-05 às 20h12

Redacção Redacção

Marco Oliveira, Médico do Moreirense FC, acredita que vamos ultrapassar esta fase, não escondendo, ainda assima, a “preocupação” pela situação que vivemos.

A luta contra a pandemia do COVID-19 prossegue, mas também as vozes de confiança se multiplicam. Marco Oliveira, Médico do Moreirense FC, acredita que vamos ultrapassar esta fase, não escondendo, ainda assima, a “preocupação” pela situação que vivemos.
 
O responsável pelo departamento médico da formação cónega relembra a importância do cumprimento das normas recomendadas pela DGS, revelando que o clube “adotou medidas que vão de encontro às indicações dadas pela Comissão Permanente de Calendários da Liga Portugal”.
 
Como é que a equipa médica do Moreirense FC está a acompanhar a pandemia do Covid-19?
 
O Departamento Médico do Moreirense FC acompanha esta situação com muita preocupação, com muita atenção e também com muito rigor.
Preocupação porque o número de infetados, o número de doentes a necessitar de suportes ventilatórios e o número de mortes tem aumentado de uma forma quase exponencial.  Muita atenção porque, de acordo com indicações da OMS, o centro da pandemia, brevemente, irá mudar da Europa para os Estados Unidos da América, o que não implica que não tenhamos de manter as nossas medidas, normas e indicações dadas quer pela DGS, quer pela OMS. E rigor porque todos os dias, como sabem, sai literatura acerca desta pandemia e procuramos estar atualizados para termos um comportamento e uma forma mais eficaz de combater o COVID-19.
 
Que cuidados devem ter os portugueses?
 
Os cuidados que os portugueses devem ter são aqueles que são explícitos e recordados constantemente pela DGS. Consistem em lavar frequentemente as mãos, em manter uma distância social em relação ao próximo, que deve ser de cerca de dois metros. Respeitar as normas da etiqueta respiratória, nomeadamente quando tossir, colocar um lenço e descartá-lo imediatamente ou então colocar o antebraço ou o cotovelo à frente da cara, para proteger o próximo da tosse. Também manter uma boa higiene pessoal, e, para além disso, uma outra medida muito simples que é deixar sempre os sapatos com os quais vão à rua fora de casa e andar com outro calçado dentro da habitação.
 
Quais as medidas adotadas pelo clube para prevenir a situação?
 
O clube adotou medidas que vão de encontro às indicações dadas pela Comissão Permanente da Liga Portugal. A indicação para o confinamento no domicílio e para os atletas saírem de casa unicamente em duas situações: adquirir bens essenciais e no caso de algum problema de saúde grave. Nós alertamos atletas todos os dias para os sinais e sintomas que o COVID-19 pode dar. Criamos, inclusive, um questionário que os atletas têm de responder diariamente com as perguntas obrigatórias do coronavírus: se tem tosse, febre, mialgias…e este questionário é extensível à equipa técnica, staff e estrutura, de forma a conseguirmos tirar uma fotografia ao estado do clube.
 
Os jogadores estão a cumprir algum plano específico para manter a forma física?
 
Os atletas estão a cumprir um plano específico e rigoroso no domicílio, elaborado pela equipa técnica, em conjunto com o nosso Departamento de Performance. Aquando da entrada do estado de alerta, nós percebemos imediatamente que numa questão de dias iríamos entrar num estado de emergência e, portanto, rapidamente apetrechamos as casas de todos os jogadores com material próprio para poderem ter uma atividade desportiva e um plano condizente, como atletas de alta competição que são. E têm um programa semanal, um microciclo, semelhante e com a mesma rotina diária que teriam caso estivessem a treinar. Obviamente que não é o mesmo tipo de estímulo, mas permite manter as rotinas e algum condicionamento cardiorrespiratório.
 
Que atividades recomenda ao plantel para ocupar os tempos livres em casa?
 
O nosso Departamento Médico é um departamento que nós agora denominamos de Saúde e Performance. É constituído por dois médicos, por mim e pelo Dr. João Moura, por dois fisioterapeutas, o Mário Correia e o Rui Magalhães, um massagista, o Carlos Machado, por um nutricionista, que é o Dr. Fernando Ribeiro, por um psicólogo, que é o Dr. Daniel Pereira, e por dois fisiologistas, que são o Fábio Campos e o Pedro Mesquita. E, portanto, tanto nesta altura em que estamos de quarentena, confinados ao domicílio, como antes e certamente depois disto, procuramos manter os atletas ocupados e estimulados, quer a nível físico, quer a nível mental. Convém referir que, antes de ser decretado o estado de emergência, e isto é um reconhecimento que devemos fazer ao Moreirense FC e nomeadamente ao Presidente, o senhor Vítor Magalhães, nós, no espaço de dois/três dias, conseguimos apetrechar a casa dos atletas com bicicletas estáticas, elásticos TRX, colchões, halteres, pesos. Tudo para que eles possam fazer um treino com o mínimo de condições e manterem algum condicionamento muscular e cardiorrespiratório. Para além disso, os nossos atletas lesionados estão em permanente contacto connosco e com os nossos fisioterapeutas, cumprindo um plano de reabilitação específico. Não podemos, obviamente, esquecer a parte da nutrição e do peso, e nisso tenho de dar uma palavra ao nosso nutricionista, que é sempre muito ativo e educativo a falar com os atletas. Está muito próximo deles e tem de facto incentivado e educado a fazerem uma alimentação saudável, não caírem em asneiras, porque provavelmente, no tempo que estamos em casa, vamos mais vezes ao frigorífico, e ele tem sido muito ativo a colocar normas e apresentações no nosso grupo de WhatsApp, para que todos se alimentem e tenham boas regras de alimentação. Por último, o nosso psicólogo, que procura manter o plantel ativo, estimulado e equilibrado, do ponto de vista mental, de maneira a quebrar um bocadinho com a monotonia do dia-a-dia.
 
Como profissional de saúde, tem alguma recomendação para deixar aos portugueses?
 
As indicações que deixamos são as que estão patentes na DGS e que são lembradas e relembradas, todos os dias, pela comunicação social. As pessoas que podem devem manter-se em casa, sair só em caso de urgência, de saúde, urgência hospitalar ou para adquirir bens essenciais. Evitar contacto social, manter a distância social de cerca de dois metros e lavar frequentemente as mãos. Manter as boas regras de higiene e de etiqueta da tosse e vigiar os sinais e sintomas, nomeadamente a tosse, febre, dores musculares e de garganta e acreditamos piamente que, se cumprirmos as indicações, vai ficar tudo bem.?

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