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Mariano Gago afasta fusão do IPCA na UM
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Mariano Gago afasta fusão do IPCA na UM

Acerto na finalização é a palavra de ordem

Ensino

2010-04-08 às 06h00

Redacção Redacção

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, garantiu, ontem, na Comissão Parlamentar Educação e Ciência, que não há intenção de integração do IPCA na UM.

Respondendo a uma questão colocada ontem pelo deputado socialista Manuel Mota na Comissão Parlamentar Educação e Ciência, o ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, clarificou a questão da integração do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) na Universidade do Minho (UM).

“Não há nenhuma intenção da UM, aliás tive ocasião de confirmar com o reitor, nem nenhuma reivindicação sobre essa matéria”, confirmou o ministro. E acrescentou: “não faz parte do plano da UM, nem há nenhuma intenção de qualquer absorção do instituto politécnico por parte do ministério”.

Mariano Gago explicou, ainda, ao deputado barcelense que “o que há, neste momento, é a insistência na criação de massa crítica a partir de consórcios de institutos politécnicos”.
Sobre a eventual integração do IPCA na UM, o reitor da UM, António Cunha, referiu em entrevista à rádio ‘Antena Minho’ e ao jornal ‘Correio do Minho’, em meados de Fevereiro, que “há certamente alguns pontos de vista e algumas lógicas de racionalização de esforços que podem apontar algumas vantagens de um cenário desses”. E foi mais longe: “também há que ter em conta que os sistemas universitário e politécnico são diferenciados e têm as suas especificidades, podendo viver em paralelo”.

António Cunha lembrou, ainda, que no passado a UM afirmou a sua disponibilidade para integrar o IPCA. “É um exercício que a UM pode voltar a fazer no futuro mas é algo que é absolutamente indiscutível para que isso possa acontecer: é preciso que o IPCA queira e que isso passa pelas suas opções estratégicas”, defendeu. Mas António Cunha apelou: “qualquer tentativa de fazer uma OPA ou um take-over está fora de questão. A UM sempre manifestou a disponibilidade para estudar o assunto em moldes a ver. Se o IPCA, na sua análise estratégica, quiser propor algo nesse sentido, a UM está aberta a estudar essa possibilidade. Agora, a UM não tem nenhuma agenda para fazer uma absorção do IPCA”.

Braga da Cruz a favor da “fusão”

Entretanto, a polémica foi relançada na semana passada pelo presidente do Conselho Geral da UM, Luís Braga da Cruz, colocando em causa a viabilidade do politécnico caso os seus responsáveis não optem pela “fusão”.

“Em declarações ao Programa Campus Verbal, da Rádio Universitária do Minho (RUM), o dirigente, embora ressalvando que a sua posição não compro-mete a instituição, traça um cenário negro para o IPCA: ‘Se a UM hoje tem dois pólos com grande excelência, porque é que não há-de ter um terceiro pólo em Barcelos? A integração do IPCA tem toda a lógica. Haver um terceiro pólo com a qualidade da UM, com a chancela da UM em Barcelos, podia aumentar o número de cursos e ter um impacto positivo na cidade”, pode ler-se na edição da semana passada do Barcelos Popular.

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