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Médio Oriente é um território de oportunidades para empresas
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Médio Oriente é um território de oportunidades para empresas

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Médio Oriente é um território  de oportunidades para empresas

Braga

2021-10-20 às 06h00

Miguel Viana Miguel Viana

Sessão sobre ‘Ambiente Empresarial e Oportunidades no Médio Oriente’ juntou dezenas de empresários bracarenses. Encontro foi promovido pela Fundação Mestre Casais, do grupo Casais.

“O Médio Oriente está a mudar e Portugal e a Europa e o mundo ocidental ainda não perceberam isso. Há uma revolução em curso depois dos acordos de paz entre Israel, os Emirados Árabes Unidos. o Bahrain, Marrocos e o Sudão”. A posição foi assumida pelo jornalista português radicado em Israel, Henrique Cymerman, no jantar debate que teve como tema Ambiente Empresarial e Oportunidades no Médio Oriente’.
O encontro foi organizado pela Fundação Mestre Casais e decorreu na noite de segunda-feira no Hotel Meliã.
O correspondente da cadeia de televisão SIC no Médio Oriente, destacou que naquela região do planeta estão a decorrer “mudanças geopolíticas muito importantes, que podem mudar todo o jogo de coligações no futuro, e resolver conflitos históricos, mas que têm também consequências económicas importantíssimas. Vai haver mega-projectos económicos nos próximos anos. Estamos a falar de trilhões e trilhões de dólares e espero que Portugal esteja lá”.
Entre esses investimentos está a construção de uma linha entre Abu Dhabi (capital dos Emirados Emirados Árabes Unidos), e o porto israelita de Haifa, no Mediterrâneo, passando pela Arábia Saudita, pela Jordânia e pela Palestina. “Será um percurso feito em comboio rápido, que percorrerá três mil quilómetros em 10 horas. Isso abre-lhes a União Europeia e o Mediterrâneo e aos israelitas abre dois mil milhões de pessoas que estão a uma hora de vôo do Dubai, em dezenas de países na Ásia e na África. É uma revolução económica e política”, considerou o jornalista internacional.
Henrique Cymerman lembrou que muitas empresas do Médio Oriente estão à procura de parceiros comerciais (jointventures) e essa “será a chave do sucesso para muitas empresas portuguesas. Não vejo nenhum motivo pelo qual Portugal, que é um país muito querido pelo povos judeu e árabe, não tenha mais protagonismo económico nessa região”. O CEO do grupo Casais, António Carlos Rodrigues, outro dos conferencistas, apontou que o Médio Oriente é um mercado procurado pelo mundo inteiro e que as empresas portuguesas estão capacitadas para investir na região. “Acho que as empresas portuguesas são empresas que trabalham muito no que é mais especializado e aquele mercado é muito qualificado e não generalista. Temos muitas empresas de qualidade que conseguem operar naquele mercado”, apontou António Carlos Rodrigues. O CEO do grupo Casais realçou, no entanto que as empresas nacionais têm de entender a cultura dos povos do Médio Oriente para terem sucesso. “Apesar de ser a região que mais mistura de culturas tem, não deixa de ser a região que tem origem muçulmana e completamente voltada para os princípios económicos do Ocidente. Isso pode ser uma oportunidade”, disse António Carlos Rodrigues.
O grupo empresarial Casais está presente há 10 anos no Médio Oriente, através do Qatar e dos Emirados Árabes Unidos.
O CEO da Fundação Mestre Casais, José Mendes explicou que o jantar debate integra os ‘Trílogos da Fundação Mestre Casais’, que têm como finalidade dialogar sobre o Médio Oriente. “É um espaço de fusão de culturas, de trocas comerciais, de encontro da Europa, da África e da Ásia e que tem vivido nas últimas décadas uma espécie de montanha russa, com muitas dificuldades, com alguma tensão, mas também com grandes oportunidades. Quer pelas oportunidades, quer pela importância em termos da sustentabilidade do globo, achamos que ter uma conversa em torno deste tema pode abrir horizontes e essa é a missão da fundação”, revelou José Mendes. Encontros semelhantes vão decorrer uma vez por mês nas principais cidades portuguesas, incluindo Guimarães e Viana do Castelo, e com diferentes temáticas.

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