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Mina de lítio em Montalegre terá unidade industrial

Cávado

2020-01-26 às 10h14

Redacção Redacção

Projecto de Exploração de Lítio em Montalegre propõe uma exploração mista, a céu aberto, e uma unidade industrial que criará 370 empregos até 2025.

O projecto de exploração de lítio, em Montalegre, propõe uma exploração mista, a céu aberto e subterrânea e prevê a criação de uma unidade industrial e de “370 empregos” até 2025, segundo o Estudo de Impacte Ambiental (EIA).
O EIA do projecto ‘Concessão de Exploração de Depósitos Minerais de Lítio e Minerais Associados – Romano’, a que a agência Lusa teve acesso, foi entregue a 6 de Janeiro à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) pela Lusorecursos Portugal Lithium. A concessão corresponde a uma área de 825,4 hectares, inseridos nas freguesias de Morgade e Sarraquinhos, no concelho de Montalegre, distrito de Vila Real, e está a ser alvo de contestação por parte da população local que aponta preocupações ao nível da dimensão da mina e consequências ambientais, na saúde e na agricultura.

De acordo com o resumo não técnico do EIA, a exploração na concessão ‘Romano’ será “mista”, efectuando-se primeiro a céu aberto e depois em subterrâneo. “Esta solução permite reduzir o impacte no ambiente, principalmente no que diz respeito à afetação da paisagem e na redução de emissões, ao mesmo tempo que mantém a viabilidade económica do projecto”, refere o documento.
A mineração a céu aberto seguirá uma “exploração em bancadas, em que da cota mais elevada (980 metros) o terreno irá ser reduzido a uma zona plana, à cota 920 metros. Os escombros resultantes da exploração a céu aberto são “os resíduos mais proeminentes da exploração, pela grande quantidade e volume produzidos”, no entanto, prevê-se que “sejam colocados num aterro temporário, sendo posteriormente utilizados no enchimento de galerias já exploradas resultantes das actividades subterrâneas”.

A exploração vai centrar-se na freguesia de Morgade e o projecto contempla ainda a construção de um Complexo de Anexos Mineiros, onde será feita a transformação do minério extraído e que inclui unidades de concentração, hidrometalúrgica, fábrica de produtos cerâmicos, armazéns e serviços administrativos.
Na unidade hidrometalúrgica será produzido o hidróxido de lítio mono-hidratado para ser utilizado em baterias, totalizando, ao longo dos 20 anos da concessão, uma produção aproximada de “425.000 toneladas”.
Durante o período de actividade do projecto, os “principais resíduos provêm dos processos que ocorrem na exploração propriamente dita e no Complexo de Anexos Mineiros”.

Estudo de Impacte Ambiental aponta impactes negativos “minimizáveis”

O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da concessão de exploração de lítio, em Montalegre, conclui que o projecto possui “impactes negativos” que, no entanto, “não são significativos”, “são minimizáveis” e de “abrangência local”. O EIA do projecto ‘Concessão de Exploração de Depósitos Minerais de Lítio e Minerais Associados - Romano’, elaborado pela Lusorecursos Portugal Lithium, foi entregue a 6 de Janeiro à Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
O resumo não técnico do documento, a que a agência Lusa teve acesso, conclui que o projecto “possui impactes negativos, no entanto, estes não são significativos, são minimizáveis e a abrangência é apenas local”.

Por outro lado, acrescenta, “o impacte positivo socioeconómico e a recuperação ambiental e paisagística irão trazer benefícios paisagísticos e da biodiversidade que se sobrepõem aos impactes ambientais negativos provocados”.
A concessão corresponde a uma área de 825,4 hectares, inseridos nas freguesias de Morgade e Sarraquinhos, no concelho de Montalegre, distrito de Vila Real, e está a ser alvo de contestação da população local que aponta preocupações ao nível da dimensão da mina e consequências ambientais, na saúde e na agricultura. O contrato de concessão foi assinado com o Estado em Março e a Lusorecursos propõe uma exploração mista, a céu aberto e depois subterrânea” e a construção de uma unidade industrial para transformação do minério.

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