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Mobilidade urbana é responsável pela maioria das emissões de gases
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Mobilidade urbana é responsável pela maioria das emissões de gases

Braga

2021-04-30 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Relatório de Sustentabilidade do Município revela o peso da mobilidade na poluição atmosférica na cidade. Transporte público e privado é responsável por 65% de emissões de gases poluentes.

Sessenta e cinco por cento das emissões de gases com efeito de estufa no concelho de Braga têm origem no sistema de transporte. A informação consta do primeiro Relatório de Sustentabilidade do Município de Braga, que vai ser apresentado nos próximos dias, mas foi ontem adiantada pelo presidente da Câmara Municipal, Ricardo Rio, no seminário sobre ‘Transição para a Mobilidade Urbana Sustentável, Inclusiva e Inteligente’ promovido pelo Observatório Autárquico da Universidade Católica Portuguesa (CESOP).
O autarca adiantou que o envelhecimento da frota dos Transportes Urbanos de Braga (TUB) tem “um peso muito forte” naquele indicador, reconhecendo que o processo de substituição de autocarros a diesel por viaturas eléctricas e a gás natural “vai demorar a produzir efeitos” em termos de melhoria da qualidade do ambiente em Braga.

Por outro lado, o presidente da Câmara Municipal referiu que se mantém uma preferência de grande parte da população residente pelo recurso ao transporte particular nas suas deslocações diárias. Para além do primeiro Relatório de Sustentabilidade, Ricardo Rio revelou que será criado em breve um Conselho Municipal para o Desenvolvimento Sustentável e que, com O Business Council for Sustainable Development (BCSD) Portugal, serão promovidas iniciativas junto do tecido empresarial no sentido do cumprimento dos objectivos de desenvolvimento sustentável (ODS)
No seminário do CESOP dedicado à “boa prática da Câmara Municipal de Braga no domínio da Mobilidade Urbana Sustentável”, o presidente da autarquia afirmou que a necessária “revolução estrutural na mobilidade” da cidade vai acontecer no prazo de três anos com a implementação do projecto Bus Rapid Transit (BRT), novo serviço de transporte colectivo de passageiros complementar aos TUB.
Sandra Cerqueira, administradora da transportadora municipal, anunciou no seminário do CESOP que se aguarda visto do Tribunal de Contas ao contrato de aquisição de 25 autocarros movidos a gás natural que irão substituir outras tantas viaturas a diesel.

Este investimento segue-se à compra de 13 autocarros eléctricos, os quais já percorreram, desde 2018, cerca de 900 mil quilómetros, contribuindo para a redução de emissões para a atmosfera de 800 toneladas de dióxido de carbono e de 31 toneladas de partículas.
De acordo com esta responsável, 13 % dos quilómetros percorridos pela frota dos TUB são já em modo eléctrico, sendo a eficiência de operação dos novos autocarros medida também pelos mais de dois mil quilómetros percorridos diariamente pelas viaturas movidas a energia limpa.
Participante no seminário do CESOP, Ricardo Carvalho, fundador da‘We Can Change’, apresentou a solução tecnológica desenvolvida por esta jovem empresa bracarense para “a democratização do carregamento de veículos eléctricos”, tendo destacado o papel que os municípios têm na transição para a mobilidade eléctrica, uma realidade cada vez mais presente, tendo em conta que, no primeiro trimestre deste ano, foram vendidos em Portugal mais de cinco mil veículos com recurso a este tipo de energia.

Plano de Mobilidade para uma “cidade que caminha”

O vereador Miguel Bandeira admitiu ontem, no seminário ‘Transição para a Mobilidade Urbana Sustentável’, que os transportes constituem “ a frente de trabalho mais dramática no processo de transição para a redução de gases poluentes”. Para combater o peso e os efeitos negativos do excesso de tráfego automóvel na cidade, o vereador responsável por pelouros como a Regeneração Urbana e a Mobilidade relevou o objectivo estratégico do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável, que brevemente é votado pelos órgãos municipais , de colocar “o peão no topo das prioridades”. Para essa “cidade que caminha”, Miguel Bandeira considerou necessário “estender a mancha de área pedonal”, criando, ao mesmo tempo, “zonas amigáveis ao modo pedonal” e uma rede ciclável de “coexistência”.
Segundo o vereador, “construir ciclovias não é tão simples
e barato”, pelo que “vamos ter de valorizar nos próximos tempos a coexistência”, partindo do entendimento legal que “os ciclistas têm estatuto equiparado aos automobilistas nos centros das cidades”.

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