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Montalegre: passadiços levam turistas à descoberta do lítio
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Montalegre: passadiços levam turistas à descoberta do lítio

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Cávado

2019-03-19 às 12h00

Redacção

Projecto de exploração de mineira de Sepeda prevê a construção de dez quilómetros de passadiços que vão permitir visitas guiadas às zonas de extração de lítio.

O projecto de exploração mineira de Sepeda, em Montalegre, prevê a construção de dez quilómetros de passadiços que irão atravessar a área concessionada e mostrar aos turistas como se extrai e transforma o lítio, disse ontem a Lusorecursos.
O director executivo (CEO) da empresa, Ricardo Pinheiro, disse que o objectivo é “proporcio- nar visitas guiadas às zonas de extração e industrial” do empreendimento que está a ser projectado para a freguesia de Morgade, na zona Norte do distrito de Vila Real.

O responsável referiu que se pretende tornar o projecto também numa atracção turística para este território e lembrou que tem sido crescente o interesse dos turistas por este tipo de actividade.
Para o efeito, vão ser construídos dez quilómetros de passadiços que irão passar pela zona de extração do minério.
A exploração em Sepeda vai ser feita a “céu aberto”, sem recursos a explosivos e com a utilização de uma máquina, tipo uma fresadora agrícola, que vai ripando a rocha.
O projecto inclui ainda uma zona industrial, onde vai ser feito o processamento de hidróxido de lítio a utilizar posteriormente nas baterias eléctricas.
O percurso de visita vai sair de um centro de investigação e desenvolvimento para a valorização dos recursos minerais do Barroso, que se pretende que fique instalado num antigo centro de formação agrícola, na localidade de Morgade.

“Estamos a negociar esse antigo centro de formação agrícola que queremos transformar num centro de excelência para a valorização de recursos minerais”, frisou.
Ricardo Pinheiro disse ainda que uma das prioridades é ajudar ao regresso “de filhos da terra”, ou seja, de emigrantes ou migrantes naturais do concelho de Montalegre.
“Se tudo correr bem, a exploração possa arrancar em 2020. Em 2022, teremos que ter produto acabado para entregar hidróxido de lítio aos compromissos que temos com os nossos clientes”, adiantou ainda aquele responsável.
A procura mundial pelo lítio, usado na produção de baterias para automóveis e placas utilizadas no fabrico de eletrodomésticos, está a aumentar e Portugal é reconhecido como um dos países com reservas suficientes para uma exploração comercial economicamente viável.

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