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Desporto

2018-09-07 às 21h53

Redacção

Caso remonta à época 2011/12, em que os cónegos foram acusados de subornar futebolistas adversários para prejudicarem as suas equipas. Decisão não coloca em causa participação na I Liga.

Num caso que remonta à ida temporada de 2011/2012, o Moreirense Futebol Clube viu, ontem, o Tribunal de Santa Maria da Feira condenar o clube, que disputa a I Liga, à suspensão de participação em qualquer competição desportiva por um ano, num processo de corrupção desportiva em que foram ainda condenados outros cinco arguidos.
O clube de Moreira de Cónegos foi ainda condenado na pena única de 450 dias de multa à taxa diária de 250 euros, perfazendo o montante de 112.500 euros, por quatro crimes de corrupção.
Em declarações à Lusa, o advogado do Moreirense, Ricardo Sá Fernandes, esclareceu que esta decisão não coloca em causa a participação do clube na liga profissional.

“Quem foi aqui condenado foi o Moreirense e não a SAD, que é quem está a disputar a liga profissional”, afirmou. E prosseguiu. “Esperamos que o Moreirense seja absolvido, mas para além disso é muito claro para nós que o contrário não afectaria nunca a participação do Moreirense na Liga, porque são duas entidades jurídicas diferentes. A SAD não pode ser punida por um processo no qual não foi ouvida”.
O advogado garantiu, ainda, que o Moreirense vai recorrer da decisão do tribunal.
“A matéria do recurso é muito fácil de identificar: o Moreirense não tem nada a ver com esta matéria, não foi feita prova e esperamos que no Tribunal da Relação seja feita justiça”, referiu.

Em causa, está o agora provado suborno de futebolistas que representavam a Naval 1.º de Maio e o Santa Clara, no sentido de prejudicarem as suas próprias equipas e ajudarem, dessa forma, o Moreirense Futebol Clube a vencer os jogos e a ser promovido da então Liga Orangina [actual II Liga] à I Liga, no final da temporada de 2011/2012.
Ainda no mesmo processo, também foram condenado Pedro Miguel Magalhães, filho de Vítor Magalhães, presidente do Moreirense, e um antigo vice- -presidente do clube Manuel Orlando ‘Alhinho’, a três anos de prisão, por quatro crimes de corrupção. Estas penas foram suspensas com a condição de pagarem a entidades de solidariedade social.
O Moreirense através de um comunicado garantiu que o clube não tem nada a ver com os actos de corrupção que foram praticados, acrescentando, por isso, que a decisão é injusta e anunciando desde já que vai recorrer desta decisão.

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