Correio do Minho

Braga, terça-feira

- +
Município de Esposende sensibiliza para controlo de espécies invasoras
Município aposta em projecto para combater isolamento dos seniores

Município de Esposende sensibiliza para controlo de espécies invasoras

Viana do Castelo: Colóquio celebrou vida e obra do escritor João da Rocha

Município de Esposende sensibiliza para controlo de espécies invasoras

Cávado

2021-05-03 às 16h30

Redacção Redacção

A propósito da tradição dos Maios, ou Maias, que ganha relevo nesta altura, o Município de Esposende alerta para a problemática das espécies invasoras, que retiram espaço às espécies autóctones.

No concelho de Esposende existem diferentes espécies de codeços e giestas frequentemente utilizados para a tradição dos “Maios”.

Estas plantas crescem apenas em espaços florestais e desempenham importantes funções ecológicas.

Para além da vantagem de uma elevada diversidade biológica, com especial destaque para a componente florística, estas plantas fixam o azoto atmosférico e protegem o solo da erosão.

As espécies mais comummente utilizadas são a giesta-negral (Cytisus scoparius), giesta-das-serras (Cytisus Striatus), tojo-gadanho (Genista falcata Brot.), giesta-piorneira (Genista florida L.) e codeço-de-laínz (Adenocarpus lainzii).

Constata-se que as manchas deste tipo de plantas autóctones (giestas e codeços) estão a diminuir, sendo cada vez mais substituídas por diversas espécies invasoras, especialmente acácias.

Neste sentido, importa ter uma atitude atenta no controlo de todas as espécies invasoras, impondo-se a necessidade de se preservarem os espaços florestais e de promover uma gestão adequada dos mesmos. Esta postura enquadra-se nas metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.

Refere a tradição que na noite de 30 de Abril para 1 de Maio todas as entradas das habitações devem ser protegidas das entidades malignas com um ramalhete de flores de Maio. Reza a lenda que esta tradição remonta ao tempo de Jesus, ao episódio da Fuga para o Egipto, em que recolhida a mãe e filho na proteção de uma habitação, um traidor marca com um ramo de giesta florida o local, denunciando a presença do menino. No dia seguinte, quando os perseguidores vinham para matar o menino, depararam-se com marcações semelhantes em todas as ombreiras da aldeia, impedindo assim a denúncia.

Existem diferentes versões desta tradição ancestral, contudo, ainda se continua a perpetuar a memória daquele episódio. Outras explicações pagãs remetem para a celebração da primavera, e acolhimento da época das flores e abundantes colheitas, a crença popular que este ato afasta o agoiro, mau-olhado e energias malignas.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.

Bem-vindo ao Correio do Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho