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Município de Famalicão exige rastreio em lares e assume custos
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Município de Famalicão exige rastreio em lares e assume custos

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Município de Famalicão exige rastreio em lares e assume custos

Vale do Ave

2020-03-27 às 06h00

Redacção Redacção

Autarca famalicense diz que rastreio é urgente porque o contágio tem “um efeito dramático”. Lar do concelho com 32 infectados.

O presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, defendeu ontem a necessidade urgente de rastrear a Covid-19 em todos os lares do concelho e manifestou “total disponibilidade” do município para assumir os respectivos custos. “O rastreio é absolutamente urgente porque nos lares o contágio tem um efeito brutal e dramático”, referiu.
Por isso, o município manifesta-se disponível para custear o rastreio e para dar todo o apoio logístico e operacional necessário.
Uma disponibilidade que Paulo Cunha diz ter sido ontem mesmo comunicada à delegada de saúde do concelho.
O concelho de Famalicão tem 21 lares, com um total de 700 utentes e 1.300 trabalhadores.

Paulo Cunha revelou que o lar de Famalicão que no domingo foi evacuado devido à Covid-19 conta com um total de 32 infectados, entre utentes e funcionários.
“O efeito de contágio nos lares é brutal e dramático. São ambientes fechados, de enorme proximidade e, por isso, o rastreio é fundamental”, reiterou o autarca.
Paulo Cunha exige um “rápido e rigoroso” inquérito, para apurar tudo o que se passou e assacar eventuais responsabilidades.
Segundo o autarca, 22 dos infectados são utentes, dos quais 18 estão no Hospital Militar do Porto, três noutros hospitais e o outro em casa.
Os restantes 10 infectados são funcionários do lar, denominado Residência Pratinha.

Segundo Paulo Cunha, a “primeira notícia” da eventual existência de Covid-19 no lar surgiu a 16 de Março, tendo o primeiro internamento sido registado dois dias depois.
A câmara, acrescentou, só foi informada da situação cinco dias depois. “É profundamente lamentável que, estando uma situação tão grave a acontecer no concelho, a câmara só tenha sido informada cinco depois”, referiu Paulo Cunha.

O autarca quer saber o que é que nesse período foi feito para tentar travar a cadeia de contágio, designadamente se o lar e as entidades da Saúde e da Segurança Social cumpriram todas as regras estipuladas para estes casos.
“Não sei o que se passou, mas sei que é muito importante que se apure tudo, ao pormenor”, sublinhou.
Na noite de domingo, 31 utentes da Residência Pratinha foram transferidos para o Hospital Militar do Porto, depois de o lar ter ficado sem funcionários, por causa da Covid-19.
A transferência foi a solução encontrada depois de os 18 funcionários que trabalham no lar terem ficado “ou com teste positivo para coronavírus ou em quarentena”.

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