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Municípios disponíveis para criar unidade móvel para fazer testes

Braga

2020-03-25 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Os cinco autarcas dos concelhos que integram o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Cávado II - Gerês Cabreira já informaram a ARS-Norte que estão “totalmente disponíveis” para apoiar unidade.

Os autarcas de Amares, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde já demonstraram ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Cávado II - Gerês Cabreira e à Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) disponibilidade para a criação de uma unidade móvel para efectuar testes ao Covid-19 naqueles cinco municípios, afastando assim as pessoas dos hospitais. “Os cinco municípios estão coordenados e totalmente disponíveis para apoiar”, assegurou o presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Manuel Tibo, adiantando que ainda “não há feedback” da proposta.
Manuel Tibo compreende que, nesta fase, “toda a gente está ansiosa por mais e melhor informação, mas as entidades estão assoberbadas com trabalho e, por isso, é-lhes difícil dar resposta no imediato”.

Ainda sem casos confirmados com Covid-19, o autarca admitiu que a situação no concelho está “relativamente serena e sossegada”. Sobre as medidas, que o município começou a tomar “no imediato”, Manuel Tibo informou que os serviços da autarquia estão a funcionar em teletrabalho, havendo serviços que estão a ser assegurados no terreno por várias entidades.
Está a ser efectuada a desinfecção dos espaços públicos e a fronteira em Portela do Homem está encerrada.
Manuel Tibo destacou ainda o “apoio efectivo e articulado com as juntas de freguesia na entrega de bens alimentares e medicamentos, bem como o transporte que seja extremamente necessário”.
A articulação diária também está a ser feita com “enorme preocupação” juntos dos lares. “Somos um concelho envelhecido e precisamos ter um olhar atento também para as pessoas que vivem isoladas. Por isso, em conjunto com as juntas de freguesia e a GNR estamos a alertar para que as pessoas fiquem em casa”.

Em relação aos centros de saúde, Manuel Tibo foi peremptório: “temos tudo muito bem articulado e, por isso, deixo aqui uma nota do trabalho fantástico de todos os profissionais”. O Município de Terras de Bouro, adiantou o presidente, “tem apoiado em termos logísticos com viaturas, com motoristas, com alimentação e já entregou dezenas de kits de equipamento de protecção individual.
Todos os concelhos do Minho já tomaram várias medidas de prevenção, mas também com carácter social e económico para as famílias e empresas. Mas o presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho é critico e aponta o dedo ao Governo pela “ausência de informação” e pelo apoio “ser pouco mais do que zero”. “Quando o primeiro-ministro diz que não falta material na área da saúde é totalmente falso, somos um exemplo disso. Temos muito pouco material de protecção até para os funcionários de saúde”, lamentou António Cardoso.

Ainda com zero infectados no concelho, o presidente da autarquia adiantou que está “em perfeita colaboração” com as juntas de freguesia e com os centros de saúde do ACES Cávado II - Gerês Cabreira. “Os autarcas querem saber se vão fazer testes e mostramos disponibilidade para custear os próprios testes”, garantiu António Cardoso, defendendo a possibilidade de uma carrinha passar pelos cinco municípios que integram aquele ACES para fazer os testes, sendo que cada município suportaria os respectivos custos.
Entretanto, o Município de Vieira do Minho “está a dar todo o apoio necessário à comunidade, inclusive levando medicamentos e alimentos”, adiantou o autarca, referindo que 20 famílias já solicitaram esses serviços.
Para além da desinfecção no centro da vila, as carrinhas da Protecção Civil “estão a passar pelas freguesias a apelar à população para ficar em casa”.


Mitigação dos problemas sociais é prioridade

Com um caso confirmado no concelho, o presidente da Câmara Municipal de Caminha assumiu que a “prioridade” é a mitigação dos problemas sociais, estando a dar resposta em ‘três frentes’ “completamente diferentes”.
Miguel Alves adiantou que o apoio em géneros alimentares, que já era dado através do Banco Alimentar, continua a ser prestado. “Temos equipas permanentes a fazer chegar os alimentos a 58 famílias do concelho”, informou.
Em relação às novas medidas, o autarca referiu que a cantina da Escola Secundária de Caminha está a funcionar para fazer refeições para as crianças que já estavam sinalizadas e as corporações dos bombeiros voluntários de Caminha e de Vila Praia de Âncora. “Hoje (ontem) levamos 68 refeições a casa das pessoas”, confirmou.

Ainda no plano, foi criada uma rede complementar para fazer compras de bens alimentares e medicamentos. “Estamos a fazer um serviço quase de estafeta para evitar que as pessoas saiam de casa. Até agora, já tivemos 28 pedidos”, referiu o presidente.
Do ponto de vista económico de apoio às empresas, o Município de Caminha vai apresentar, ainda esta semana, um primeiro pacote de medidas. “Esta será uma primeira fase, porque ninguém sabe o que vem aí. Mas a ideia é tentar dar liquidez às pequenas e micro empresas que já tiveram que fechar as portas”, avançou Miguel Alves, advertindo que o município também “está a fazer contas”.

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