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Municípios “disponíveis para fazer tudo o que é possível”

Vale do Ave

2020-04-07 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

“Preocupado” está também o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave. Raul Cunha garante que os municípios estão “disponíveis para fazer tudo o que é possível”, deixando o alerta: “não podemos ficar à espera que o resultado dê positivo para agir nos lares”.

“Preocupado” está também o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave. Raul Cunha garante que os municípios estão “disponíveis para fazer tudo o que é possível”, deixando o alerta: “não podemos ficar à espera que o resultado dê positivo para agir nos lares”.
O Governo anunciou a medida de fazer testes nos lares aos utentes e colaboradores. “Vimos com alguma estupefacção que no Norte, a zona onde temos mais casos, não ter sido prioritária”, lamentou o também presidente da Câmara Municipal de Fafe, admitindo que os autarcas não podiam ficar de braços cruzados. “As CIM da região do Minho juntaram-se para chamar a atenção. Não podemos ficar para trás, porque é a vida das pessoas que está em causa e o normal funcionamento das instituições”, referiu o autarca.

A semana passada, adiantou o presidente, o Governo contactou para informar que ia dar início a este processo de testes sistemáticos a toda a população dos lares de idosos e queria saber da disponibilidade de ajudar e colaborar neste processo. “Obviamente estamos disponíveis para fazer tudo o que é possível. Depois nunca mais vimos resultado nenhum deste contacto e, pelo contrário, soubemos pelos órgãos de comunicação social que estavam a fazer testes nos municípios perto de Lisboa. No mínimo isso é surpreendente”, acusou.

Fizeram-se testes em alguns lares, nomeadamente em Famalicão e Guimarães, onde tiveram casos positivos, mas ficou-se por aí. “Não podemos ficar à espera que dê um positivo para actuar. Os testes são importantes para nós encontrarmos os positivos assintomáticos. A questão de fazer testes não é só por fazer testes ou porque está na moda”, constatou Raul Cunha, que também é médico de formação, destacando a importância de fazer testes em comunidades fechadas, como são os lares.

Raul Cunha confessou que os municípios não têm capacidade necessária para avançar, sozinhos, com este processo. “Aqui nem é a questão do dinheiro que se coloca, porque, neste momento, todos os recursos estão a ser canalizados para o combate a esta doença. Aqui a questão é haver um plano coerente. As pessoas fazem os testes, mas quem os faz, como os faz, como se sabe o resultado e quem orienta o tratamento? As câmaras municipais não têm propriamente um serviço de saúde”, observou.

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