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Naufrágios: Pescadores recusam usar coletes salva-vidas por serem 'inoperacionais'
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Naufrágios: Pescadores recusam usar coletes salva-vidas por serem 'inoperacionais'

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Alto Minho

2010-03-03 às 16h03

Lusa Lusa

O presidente da associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, José Festas, afirmou hoje à Lusa que os coletes salva-vidas são 'completamente inoperacionais' para o trabalho dos pescadores.

O presidente da associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, José Festas, afirmou hoje à Lusa que os coletes salva-vidas são 'completamente inoperacionais' para o trabalho dos pescadores.

“Pura e simplesmente, não se consegue trabalhar com eles vestidos e, por isso, ninguém os usa', salientou o dirigente num dia em que se registaram dois naufrágios ao largo de Viana do Castelo.

A associação já apresentou uma candidatura ao programa 'Promar', para dotar 4500 pescadores de fatos flutuantes e equipar 400 embarcações com equipamentos de salvamento, comunicações e ajuda à navegação, desde VHF até GPS, rádio-balizas e balsas salva-vidas.

O projeto está orçado em 4 milhões de euros e será financiado com 3,6 milhões, cabendo aos pescadores dividir entre si os restantes 400 mil euros.

'Estes equipamentos garantem uma segurança muito maior na faina, em caso de acidente. Com os fatos, muito práticos e maleáveis, ao passo que o outro equipamento permite saber imediatamente a sua localização e, assim, agilizar os meios de socorro. São muitas mortes que se poderão evitar', disse José Festa.

Esta madrugada registou-se mais um naufrágio em Caminha, de que resultaram um pescador morto e dois desaparecidos, enquanto que outros dois que seguiam a bordo foram resgatados com vida.

Segundo o comandante da Capitania de Caminha, Mamede Alves, os pescadores não levavam colete.

'Infelizmente, é normal', lamentou o responsável.

Já de tarde, dois pescadores foram resgatados com vida na zona depois de a embarcação onde seguiam ter também naufragado.

“As vítimas aparecem sempre sem coletes', lamentou à Lusa o comandante da Capitania de Viana do Castelo.

Segundo Vítor Martins dos Santos, os pescadores queixam-se que os coletes 'lhes retiram mobilidade' e, por isso, 'normalmente não os usam'.

Até porque a lei apenas obriga os pescadores a levarem os coletes nos barcos, ficando a sua utilização ou não 'ao critério de cada um'.

***Este texto foi escrito ao abrigo do Acordo Ortográfico***

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