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Números revelam “algum controle  da pandemia”, mas nada está garantido

Vale do Ave

2020-05-28 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Com apenas 23 casos confirmados de Covid-19, a situação em Celorico de Basto parece estar sob controle. No entanto, o presidente da Câmara alerta que “não se pode achar que está tudo bem”, sob pena de a situação mudar de um dia para o outro.

Em Celorico de Basto, os números da Direcção Geral da Saúde (DGS) revelam “algum controle” da pandemia Covid-19, mas “não se pode considerar que está tudo bem, sob pena de a situação se alterar de um dia para o outro”, admite o presidente da Câmara Municipal.
Joaquim Mota e Silva, em entrevista ao ‘Correio do Minho’, faz uma “avaliação positiva” da evolução do contágio por coranavírus no concelho de Celorico de Basto: “O ideal era termos zero casos, mas no meio de tudo o que aconteceu na região norte posso concluir que os números revelam algum controle actualmente da situação. Porém, esta é uma situação em que não se pode achar que está tudo bem”, pois pode alterar de um dia para o outro.
Segundo o boletim epidemiológico da DGS, o concelho de Celorico de Basto tinha registado até ontem 23 casos positivos de Covid-19.

O edil reconhece que para estes números contribuiu, desde logo, o acatar das regras e recomendações das autoridades de saúde por parte dos celoricenses.
“Efectivamente, sinto que a população, as instituições, a Câmara Municipal procuraram fazer um trabalho muito positivo que acabou por gerar resultados que nos permitiram controlar a pandemia”, sustenta o autarca.
Joaquim Mota e Silva realça que até ao momento não houve nenhum caso nas respostas sociais à terceira idade, um facto muito positivo para o concelho.
Salienta ainda que “houve muita proactividade entre as instituições e a autarquia” e que “entre a população houve a consciência de que todos temos de ser promotores de boas práticas de saúde pública”.

Esse comportamento responsável, do pronto de vista do presidente da Câmara, mantém nesta fase de desconfinamento.
“Nota-se que as pessoas começaram a sair, mas com cuidado. Apercebo-me, sobretudo, de mais pessoas a fazer caminhadas e exercício físico ao ar livre, no fundo pessoas a procurar reabilitar física e psicologicamente do confinamento”, refere o edil, acrescentando que também se percebe o suo generalizado de máscara de protecção e de que as pessoas procuram cumprir a distância de segurança umas das outras. “Felizmente, existe a consciência de que isto não acabou e que é preciso manter comportamentos e atitudes responsáveis”.

Escola prepara para ensino on-line

Três dias depois de ter sido decretado o encerramento das escolas, a Câmara Municipal de Celorico de Basto reuniu com o Agrupamento de Escolas do concelho no sentido de ser feito um levantamento das necessidades dos alunos para frequentar o ensino à distância.
“Na altura, percebi logo que as aulas presenciais não iam regressar até ao fim do ano lectivo. Começamos logo a trabalhar para dar resposta às necessidades dos alunos”, recorda Joaquim Mota e Silva.
O Agrupamento de Escolas efectuou um levantamento das necessidades e a Câmara Municipal “tomou as providências” adquirindo tablets, routers e garantindo a ligação à internet.
Quando o terceiro período arrancou, o concelho estava preparado em pleno para o desafio do ensino à distância.
“Nós trabalhámos de forma proactiva. Não é a solução desejável, o ensino à distância, mas dada a situação permite manter as aulas para os alunos”, constata o edil celoricense, Joaquim Mota e Silva.

“O maior apoio social é criar condições para manter empregos”

Além da doença, as Covid-19 trouxe também uma profunda crise cuja verdadeira dimensão ainda não é conhecida. É entendimento de Joaquim Mota e Silva que as grandes medidas para mitigar os efeitos da situação terão de vir da administração central, porque é quem tem capacidade para intervir.
“O músculo para suportar as empresas terá de vir do Estado. Também espero que a própria União Europeia consiga dar apoio para que as respostas surjam a nível do poder central”, refere o presidente da Câmara de Celorico de Basto.

O autarca revela que no concelho estão a ser ponderadas algumas medidas que poderão atenuar os efeitos da crise, mas considera que nunca serão impactantes, porque as medidas que fazem realmente a diferença terão de vir do Governo e da União Europeia.
“É uma obrigação da União Europeia actuar e apoiar. Se assim não for, não sei para que serve então a União Europeia”, realça antevendo que “o futuro será duro nos próximos meses, com o desemprego a surgir devido ao encerramento de empresas”.
Para Joaquim Mota e Silva “o maior apoio social que existe é dar condições às empresas para que mantenham os postos de trabalho para que as pessoas possam ter os seus próprios rendimentos, possam alimentar as suas famílias e possam pagar impostos. O emprego é o motor da nossa economia”, considera o autarca celoricense.

O edil reclama assim do Governo e da União Europeia medidas para que “o tecido económico não vá abaixo” e a medida mais eficaz é a injecção de capital, não apenas através de linhas de crédito, que acabaram por se revelar um balão de oxigénio curto, mas também com apoios a fundo perdido que permitam às empresas alavancar a sua actividade e ter condições para continuar a pagar salários”, acrescenta.
Joaquim Mota e Silva nota que há sectores que já estão a ser muito afectados pela crise, concretamente “o comércio de forma transversal, a restauração e a hotelaria”. Considera ainda que também na componente industrial a crise se está a instalar, uma vez que devido à pandemia “as encomendas estão paradas”.

O autarca chama ainda a atenção para um sector importante para o concelho, que é o vitivinícola. “As vindimas estão a aproximar-se e praticamente não existe informação sobre procedimentos a seguir”, nota.
Considera ainda que a agricultura será dos sectores menos afectados pela crise, desde logo porque “as pessoas terão sempre de se alimentar”, o que garantirá o escoamento da produção.

Celorico de Basto mantém aposta no Turismo

O presidente da Câmara de Celorico de Basto considera que o turismo “não vai ser tão penalizado como se perspectivava”, embora reconheça que a situação de pandemia também vai afectar o sector.
No caso concreto de Celorico de Basto, o presidente da Câmara considera mesmo que concelho “pode não sair tão prejudicado, como se perspectivou de início, desta situação”, desde logo pelas condições naturais que oferece.
‘Celorico de Basto onde o Minho muda de cor!’ é um dos slogans deste concelho, estrategicamente localizado geograficamente para quem quiser efectuar uma “escapadinha” ou desfrutar de umas férias tranquilas, onde além da natureza tem a oportunidade de, por exemplo, explorar a Rota do Românico.

O enoturismo mantém-se também como uma das fortes apostas do concelho que conta com uma oferta muito qualificada a este nível, frequentemente associada ao turismo rural e em localizações privilegiadas.
A prática do Enoturismo estava em fase de grande crescimento antes desta pandemia.
Por este concelho passa também a Rota do Vinho Verde.
Celorico de Basto, a nível de alojamento, conta com uma vasta oferta de turismo em espaço rural, turismo de habitação e alojamento local, além de hotel, Pousada da Juventude e de um excelente parque de campismo e caravanismo.

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