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Nova hasta pública a 11 de Março vende Confiança por carta fechada

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Nova hasta pública a 11 de Março vende Confiança por carta fechada

Braga

2020-02-15 às 07h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Hasta pública para alienar o edifício da antiga fábrica Confiança ficou sem licitações, levando a Câmara de Braga a anunciar nova hasta pública para 11 de Março, desta vez por carta fechada.

A Câmara de Braga agendou nova hasta pública para alienar o edifício da antiga fábrica Confiança. Será a 11 de Março, em hora e local a designar. Os interessados devem entregar a respectiva proposta por carta fechada até ao dia anterior, 10 de Março. A decisão foi divulgada depois de não ter havido qualquer licitação na hasta pública realizada ontem de manhã, no GNRation.
Apesar da sala composta e de terem sido pedidos esclarecimentos por parte de eventuais interessados na compra, o certo é que ninguém se chegou à frente e a hasta pública terminou sem qualquer proposta.
No final da sessão, a vereadora Olga Pereira, que presidiu à hasta pública, avançava já que a falta de licitações não ia mudar a decisão de vender o edifício da antiga saboaria. Informação confirmada momentos depois, através de comunicado, pelo Município de Braga, onde se lia que “a maioria do executivo municipal” considera “que não se encontram esgotadas as condições para concretizar esta alienação, no respeito pelo caderno de encargos devidamente aprovado pelos órgãos municipais”.
Será agora realizada uma alteração ao Regulamento da Hasta Pública, com o objectivo de estabelecer a apresentação de propostas por carta fechada por parte dos investidores interessados como método de concretização da venda do edifício.
A decisão de avançar para uma hasta pública por carta fechada surge na sequência do “ruído” que tem envolvido este processo de alienação, referiu o presidente da Câmara, em declarações ao ‘Correio do Minho’.
Ricardo Rio considera que “a modalidade de carta fechada pode gerar uma situação mais confortável para os eventuais interessados”, em contraponto com o modelo de leilão público como o que aconteceu ontem.
O edil esclareceu ainda que, “pela tipologia das questões” colocadas ontem por dois eventuais interessados, no início da hasta pública, “concluiu-se que haveria vantagem em dar tempo”, concretamente mais três semanas, “aos potenciais investidores para poderem reflectir”.
Ricardo Rio sublinha que a câmara mantém a convicção de que o processo de venda da fábrica é “vantajoso, lícito e incontestável do ponto de vista urbanístico”.
O presidente confessou ainda que ficou surpreendido com o desfecho da hasta pública de ontem, sobretudo porque têm sido muitos as manifestações de interesse que têm chegado ao Município e os pedidos de esclarecimentos sobre o processo da venda. Rio mostra-se convicto de que a alienação se vai concretizar e não será afectada por providências cautelares interpostas pelos que contestam a venda.
Representantes da Plataforma Salvar a Confiança marcaram presença na hasta pública. No final, Luís Tarroso não escondia a satisfação pelo desfecho, reafirmando a crença de que a venda do edifício não se vai concretizar e lembrando que uma nova providência cautelar foi admitida pelo tribunal.
Sobre esta temática, a Câmara divulgou que, dentro de dias, vai também avançar com a contestação judicial dessa Providência Cautelar que visa o Pedido de Informação Prévia (PIP) aprovado para o local, “mantendo a inequívoca convicção de que a mesma terá idêntico desenlace às duas anteriormente interpostas no âmbito deste processo”.
No comunicado é sublinhado que “é convicção clara da maioria do executivo municipal que o projecto constante do PIP acautela de forma exemplar os fins há muito prosseguidos para este edifício e sua envolvente: a preservação da estrutura de uma fábrica centenária enquanto memória de um importante activo industrial da cidade, a regeneração da zona envolvente e a articulação de tal espaço com o campus universitário próximo”.
Realça ainda a autarquia bracarense que a recente aprovação do PIP submetido pelo Município “contou com a aprovação expressa das instâncias do Estado que tutelam a salvaguarda patrimonial e que aprovaram o procedimento de classificação do edifício”.

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