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Novo santo foi arcebispo de Braga e destacou-se na reforma da Igreja

Braga

2019-11-11 às 06h00

Teresa M. Costa Teresa M. Costa

Igreja tem mais um santo - Bartolomeu dos Mártires - um arcebispo que foi importante para a arquidiocese de Braga e para toda a Igreja pela reforma que impulsionou e pela sua acção pastoral.

Não é todos os dias que a Igreja inscreve um novo santo e, mais raro ainda, que a eucaristia de canonização seja celebrada na Sé de Braga. Por isso, a catedral foi pequena para acolher todos os que quiseram assistir e participar na missa de canonização de S. Bartolomeu dos Mártires, que foi arcebispo de Braga entre 1559 e 1582.
Entre os muitos fiéis, autoridades académicas, civis e militares, esteve o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
A eucaristia foi presidida pelo prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, cardeal Angelo Becciu, e incluiu a leitura solene do decreto de canonização através do qual o Papa Francisco inscreveu Frei Bartolomeu dos Mártires no elenco dos Santos.

O arcebispo primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, agradeceu a presença do Presidente da República, mas também dos bispos que vieram de Portugal e da Galiza.
D. Jorge Ortiga assumiu que o dia “é de festa para a Arquidiocese, naquilo que hoje é e naquilo que era há quase 500 anos”.
Sobre S. Bartolomeu dos Mártires, o arcebispo primaz reconheceu que a “a sua vida é um legado deixado há muitos anos, mas de enorme actualidade para a sociedade pós-moderna que muitos querem que seja pós-cristã”. Para D Jorge Ortiga, S. Bartolomeu “não é uma pessoa do passado” e “pode deixar nas nossas vidas e nas comunidades um semente de renovação para que a Igreja mostre a sua vitalidade”. O cardeal Angelo Becciu sublinhou “o forte empenho pela reforma da Igreja e a renovação da vida cristã” e identifica “a grande actualidade da sua mensagem, especialmente no âmbito doutrinal e pastoral, como homem de oração, grande evangelizador e bispo totalmente dedicado ás pessoas a ele confiadas”.

O santo ontem proclamado destacou-se como “sacerdote” e pastor”, unindo “o amor pela ciência ao da piedade e a solicitude pelas necessidades espirituais”, apontou o prefeito daCongregação para a Causa dos Santos. O cardeal Angelo Becciu descreveu que a paixão de Frei Bartolomeu dos Mártires pela Igreja “levou-o a prestar grande atenção ao tema da reforma pedindo aos sacerdotes e aos fiéis leigos maior coerência e fidelidade ao Evangelho”.
Como arcebispo de Braga, soube associar oração e estudo. Fundou em Braga o primeiro seminário - designado seminário conciliar pelo seu papel no Concílio de Trento - promovendo a formação de sacerdotes e leigos.

Um santo que interpela a Igreja e a sociedade

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi um dos fiéis que ontem esteve na eucaristia de canonização do arcebispo Frei Bartolomeu dos Mártires, na Sé Catedral de Braga. Sobre o agora Santo Bartolomeu dos Mártires, o Chefe de Estado lembrou que “ele viu, a uma distância de 500 anos, muito daquilo que é a mensagem da Igreja de hoje e também de todos os responsáveis políticos de hoje”.
Marcelo Rebelo de Sousa identificou “a prioridade aos pobres, aos sacrificados, aos sofredores, a prioridade à proximidade daqueles que vivem em piores condições e, ao mesmo tempo, a responsabilidade daqueles que mais têm para mais darem”.

Sobre o elogio do Papa Francisco, que apontou S. Bartolomeu dos Mártires como “grande evangelizador e pastor”, o Presidente da República interpreta-o como o reconhecimento da mensagem do novo santo: “partir para as periferias, partir para os marginalizados, servir os mais pobres”.
Marcelo Rebelo de Sousa equipara a mensagem do Papa Francisco à mensagem de S. Bartolomeu dos Mártires há 500 anos.
O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, vê em S. Bartolomeu dos Mártires “um testemunho para hoje, de humildade e de atenção aos outros, num tempo em que as pessoas vão procurando a sua auto-satisfação e carreirismo”.
Além da defesa dos mais pobres, Frei Bartolomeu dos Mártires teve um papel essencial na Igreja. “Olhou para os sacerdotes procurou cuidar dos sacerdotes, na sua dimensão humana, mas também intelectual e pastoral” apontou D. Jorge Ortiga.

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