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“O ABC será aquilo que a cidade quiser que seja”
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“O ABC será aquilo que a cidade quiser que seja”

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“O ABC será aquilo que a cidade quiser que seja”

Desporto

2019-12-11 às 06h00

Rui Serapicos Rui Serapicos

Rui Silva revela dificuldades na captação de apoios para o clube. Ao Forum Desporto, realçou a aposta na formação dos escalões mais jovens e falou do projecto de reestruturação, que passa por um pavilhão novo.

“Tem sido uma caminhada difícil, há muitas portas fechadas na cidade. As empresas de Braga olham muito para o futebol e pouco para as modalidades amadoras”, afirmou o presidente do ABC, Rui Silva.
Em entrevista que concedeu ao Forum Desporto, o dirigente considerou que “com os orçamentos que temos, ganhar a equipas como o Benfica, que tem um orçamento provavelmente vinte ou trinta vezes superior é um verdadeiro milagre”. “Portanto, o ABC será sempre aquilo que a cidade quiser que seja”, acentuou. “Se as empresas apoiarem, se as instituições apoiarem, nós podemos almejar outros objectivos. Se isso não acontecer, temos de trabalhar com a formação, temos que nos cingir um pouco aos recursos que vamos criando, e aproveitar esses recursos para fazermos a melhor figura possível”, vincou ainda.

Questionado se formou alguma explicação para este (pelo menos) aparente alheamento da cidade de Braga face a uma modalidade desportiva que tem ao nível local cultura e massa crítica consolidadas por anos de conquistas até internacionais, o presidente do ABC responde que esse fenómeno não se limita a este clube em concreto.
“Estamos a falar da cidade e do apoio às modalidades de uma forma geral”, explica. “Tudo o que seja fora do futebol conta com poucos apoios”, observa, sublinhando que ainda assim o ABC consegue captar “alguns recursos que outras modalidades não conseguem, nomeadamente com os títulos nacionais”.

Lembrando que em 2015/16 o clube foi campeão nacional e em 2016/17 conquistou a Taça de Portugal - e no início de 2017 a Supertaça -, o presidente do ABC admite que tais conquistas ainda são bons argumentos para ir conseguindo, “fruto da marca que é, alguns apoios”.
“Mas não são suficientes para competir com o que agora nós vemos no Benfica, no FC Porto e no Sporting”, sustenta. Esses clubes vão “buscar para as modalidades dinheiro que vem do futebol e isso nós não temos”.
“Falamos de orçamentos de 2,5 ou 3 milhões de euros por época; o ABC não conseguirá chegar a esses valores, pois não está ligado a uma indústria como a do futebol”, destaca.

Segundo Rui Silva, o clube “está com as contas mais equilibradas na sua gestão corrente”. “O que nós fizemos foi reduzir bastante o orçamento da equipa sénior”, começou por dizer, frisando que “apostámos mais na nossa formação”. “E estamos a tentar que uma parte do orçamento sobre para liquidar algo que vem de trás do passivo do ABC”, acrescentou, salientando que, no entanto, “não é fácil”.
“Quando nós chegámos há dois anos atrás, encontrámos o clube sem patrocinadores”, vincou. ainda.
Realçando que “não havia um patrocinador que tivesse ficado da época anterior”, explicou que “tivemos que recuperar alguns desses patrocinadores. Alguns deles voltaram”.
“Temos mais alguns que entraram pela primeira vez no clube e que estão agora a apoiar o clube”, adiantou ainda.

Jorge Rito: “Se tivermos 1% de probabilidades vamos atrás desse 1%”

“Os nossos atletas gostam destes desafios. Sabemos que é difícil, que temos de exceder-nos em termos competitivos, mas se nós tivermos 1 por cento de probabilidade de vencer o jogo vamos à procura desse 1 por cento”, garantiu do treinador do ABC/UMinho, Jorge Rito, em antevisão ao jogo de hoje às 21 horas, no Pavilhão Flávio Sá Leite, frente ao Sporting. “Umas vezes temos conseguido e outras vezes não”, admitiu.
O técnico considera que esta equipa do ABC “tem provado que não tem receio de jogar com equipas teoricamente mais candidatas e mais favoritas”.
Elogiando o Sporting porque tem feito na Liga dos Campeões “uma campanha exemplar”, Rito frisou que tem um plantel “com soluções para todos os gostos”.

Projecto em parceria para o terreno do Sá Leite e do Campo da Ponte

“Nós, quando chegámos, falámos com o Município sobre a requalificação do Pavilhão Flávio Sá Leite. Havia um orçamento para a requalificação do pavilhão, muito alto”, explicou Rui Silva, acrescentando: “se quiséssemos fazer aquela requalificação, o Município não tem capacidade financeira. Também vimos que fazendo aquela requalificação o ABC não teria, em relação àquilo que acontece hoje qualquer tipo de receita extra. Com a diminuição dos apoios e patrocínios, temos de pensar em reformular de forma estrutural o clube e criar novas receitas. Fizemos uma proposta à Câmara Municipal de Braga no sentido de poder usufruir dos terrenos onde está hoje o Flávio Sá Leite e também o Campo da Ponte, e apresentámos ao Município um projecto que envolve não só a construção de um pavilhão novo, à dimensão da cidade, mas também uma área de serviços e comércio que pode criar uma fonte de receitas para o futuro do clube, que permita dar outra estabilidade. Fizemos essa proposta, o Município achou interessante, está disponível para colaborar e ceder terrenos.?Estamos a preparar um Pedido de Informação Prévia, vamos informar o Município do que pretendemos e veremos se reúne as condições para implementar o projecto. Temos falado com o mercado, temos sondado empresas, no sentido de perceber que interesse podem ter aqueles espaços no futuro. Há empresas interessadas. Mas não podemos avançar sem percebermos se o que nós queremos fazer é exequível. Estamos a tratar no Município de perceber se os terrenos dão para esse fim e depois disso vamos sondar o mercado de uma forma mais séria”.

Câmara sem custos além dos terrenos

Questionado sobre quem é que paga a obra, Rui Silva responde que é um projecto assumido pelo ABC. “Não tem fundos públicos, a câmara não investe qualquer valor”, garantiu, explicando que a comparticipação do Município “seria a cedência dos terrenos, à semelhança do que aconteceu, por exemplo, na Cidade Desportiva do Sporting Clube de Braga, não a título definitivo, porque nós achamos que podemos fazer é um equipamento que será público, que no futuro reverterá novamente para o município. Durante alguns anos será do ABC, para explorar e para ter ali algumas receitas. Depois, daqui a alguns anos, quem estiver no poder municipal e quem estiver frente dos destinos do ABC, se quiserem continuar com a parceria podem continuar ou então será um edifício completamente público”.

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