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O renascer do FC Tadim após algumas épocas de “adormecimento”
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O renascer do FC Tadim após algumas épocas de “adormecimento”

Professor da UMinho no Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais

O renascer do FC Tadim após algumas épocas de “adormecimento”

Desporto

2021-09-22 às 12h00

Carlos Costinha Sousa Carlos Costinha Sousa

Clube bracarense procura voltar às glórias que já viveu no passado, depois de algumas épocas em que andou meio “adormecido”, envolvido em problemas financeiros que alguém criou, antes de “desaparecer do mapa”.

“#RenascerTadim”. Este é o lema que conduz o Futebol Clube de Tadim nas últimas temporadas. E um slogan que é perfeitamente demonstrativo daquilo que a actual direcção pretende para o futuro do clube.
Depois de alguns anos de uma espécie de “adormecimento” que deixou o clube em maus lençóis, principalmente a nível financeiro, uma direcção encabeçada por Alberto Cunha deitou “mãos à obra” e assumiu como causa voltar a devolver o clube tadinense às glórias do passado.
Alberto Cunha explica: “o FC Tadim tem 67 anos de idade. É um dos clubes mais emblemáticos do concelho de Braga e, infelizmente, há uns anos acabou por cair em mãos que não interessavam muito e que, depois das asneiras feitas, desapareceram do mapa. Agora, estamos aqui a trabalhar com o único propósito de anularmos o que de mal foi feito, de reestruturarmos o clube e de voltarmos a ter as cores do FC Tadim onde pertencem, quer a nível competitivo, quer a nível de estrutura financeira e física”.
Alberto Cunha vai na sua terceira temporada nesta aventura de tentar fazer “renascer o FC Tadim”. Mas teve azar já que, com os seus pares, nos dois últimos anos, para além dos problemas que o clube já enfrentava, apareceu um outro obstáculo “enorme” para ultrapassar: a pandemia de Covid-19.
E o maldito vírus mexeu com o FC Tadim: “claro que todos foram afectados pela pandemia, sabemos disso, mas aqui no Tadim estávamos a conseguir entrar numa aspiral ascendente, de recuperação, de reestruturação e com os pés bem assentes no chão. Mas foi tudo, ou quase tudo, por água abaixo”.
O presidente da direcção lembra que por causa da pandemia e da paragem dos campeonatos, da prática desportiva, o “FC Tadim passou de ter 162 atletas federados inscritos na Associação de Futebol de Braga, para apenas 50! Foi um rude golpe”. “Parámos, como todos, sofremos, como todos, mas estamos a voltar a erguer-nos”, refere Alberto Cunha, acrescentando que “depois do regresso ao activo, com apenas 50 miúdos a aparecer, já estamos a conseguir motivar mais atletas e a normalidade parece que está a querer retomar. Neste momento já temos cerca de cem atletas para competir. Mas, olhando para trás, ficamos a pensar onde estão os 62 que faltam”, considera o presidente.
A formação é, de resto, uma das grandes apostas do FC Tadim que se orgulha de ter em competição todos os escalões que disputam as provas da AF Braga. Mas Alberto Cunha deixa um lamento, que se prende com os valores que alguns clubes estão a oferecer para convencerem os jogadores a mudarem de camisola. “Cada um sabe de si, como se costuma dizer, mas é complicado para o FC Tadim, que é um clube que não paga nada aos seus jogadores, ver que há outros clubes que tentam aliciar os atletas com promessas de dinheiro que, muitas vezes, depois não cumprem”. Mas o presidente não tem receio: “felizmente, somos uma família e os jogadores preferem ficar por aqui”.

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