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Obra de arte de Vhils perpetua homenagem às gentes do mar
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Obra de arte de Vhils perpetua  homenagem às gentes do mar

Cávado

2020-01-25 às 23h39

Redacção Redacção

cerca do trabalho com cimento, Vhils entende ser “um dos maiores desafios alguma vez enfrentados” na medida em que consiste em “humanizar um material mundano e duro”.

Foi hoje inaugurada, na marginal de Esposende, a obra de arte “Mulheres do Mar”, de Alexandre Farto (Vhils). O mural está inserido na iniciativa Esposende SmartCity, suportado no pilar “Pessoas”, sendo a obra de Vhils formada por diversos rostos de mulher, sobre cimento e pretende homenagear os pescadores através da figura das mulheres que ficam em terra.
“Depois de termos respeitado o Dia de Luto Municipal, por Paulo Gonçalves, inauguramos agora esta obra de Vhils. Era, certamente, a forma como o Paulo quereria que fizéssemos, afirmando Esposende e engrandecendo o concelho, tal como ele fez ao longo da vida”, começou por destacar o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira.
Este elemento de arte urbana pretende “homenagear as gentes do mar, juntando o passado ao presente, uma vez que a obra vanguardista está instalada junto aos estaleiros navais que fazem a História de Esposende”, destacou Benjamim Pereira.
José Teixeira, da empresa dst, parceira do Município no projeto Esposende SmartCity, destacou as exigências que se colocam às cidades atuais, desde logo, “a capacidade de oferecer soluções tecnológicas que facilitem a vida aos habitantes”. De facto, o projeto Esposende SmartCity contempla a monitorização do território em diversos domínios, como a qualidade do ar ou da água, mas oferecendo ainda rudimentos culturais aos alunos que frequentam as escolas locais. A arte de rua permite que cada qual a interprete segundo os seus padrões, apresentando Esposende uma forte componente de aposta na sustentabilidade que entronca nas ideias do próprio Vhils.
Esta é a terceira obra de arte em espaço público, no âmbito do projeto Esposende SmartCity, depois de, em setembro, ter sido inaugurada a escultura “octo_ _ _ _”, da autoria de Pedro Tudela e Miguel Carvalhais e, em outubro, ter sido inaugurada a escultura “Padrão do Mar”, de Volker Schnüttgen.
Acerca do trabalho com cimento, Vhils entende ser “um dos maiores desafios alguma vez enfrentados” na medida em que consiste em “humanizar um material mundano e duro”.
Na informação sobre a obra pode ler-se: “A homenagem do Município de Esposende às gentes do mar perpetua-se perto do rio e do mar, elementos que gravitam na identidade e na memória do lugar, pelo talento de um dos mais reputados artistas portugueses da atualidade. As obras de Vhils espalham-se pelos quatro cantos do mundo e a sua técnica inconfundível extrai o excesso da matéria construída, transformando-a em muito mais do que rostos em contextos. São imagens com alma, que eternizam a essência da História protagonizada pelos seus mais notáveis: artistas, poetas e, acima de tudo, cidadãos comuns que são a diferença de todos os quotidianos simples. Neste caso, no anonimato de um rosto de Mulher, enaltece-se quem foi âncora em terra, quem fez também da terra lugar da diáspora, da viagem e da aventura; quem deu o corpo ao mar e quem do mar colheu sustento e o proliferou.”
Vhils
Alexandre Farto (também conhecido por Vhils) é natural de Lisboa (n.1987) e cresceu no Seixal. Tinha apenas 10 anos quando se interessou pelo graffiti e começou a pintar na rua com apenas 13 anos, primeiro nas paredes e mais tarde em comboios, com amigos ou sozinho. Em Portugal, e depois um pouco por toda a Europa, viajava para ir pintar comboios. O artista afirma que o graffiti lhe deu a base para decidir o seu futuro profissional. Passou da lata de spray para o stencil e mais tarde explorou outras ferramentas e processos até que experimentou esculpir as paredes. Foi assim que conquistou o mundo.
Desde os 19 anos que vive em Londres, onde tirou um curso de Belas Artes na Saint Martin's School of Art, onde começou a ser conhecido pela sua street art de retratos anónimos em paredes danificadas ou fachadas de casas devolutas. Convidaram-no para expor no Cans Festival, evento organizado por Banksy e foram surgindo bons convites como a Lazarides Gallery, em Londres e a Studio Cromi, em Itália. Tem trabalhos espalhados em espaços públicos de várias cidades do mundo como Londres, Paris, Moscovo, Nova Iorque, Los Angeles, Grottaglie, Bogotá, Medellín e Cali. E agora em Esposende.
A cerimónia de inauguração ficou marcada pela atuação dos intervenientes no projeto cultural “Amar&Mar” e pelo serviço de apoio da Escola Profissional de Esposende.

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