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Obra de arte que convida ao desfrute do Parque de Guadalupe

Braga

2020-10-04 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

‘Refúgio’ é a peça escultórica, da autoria de Lorenzo Bordonaro, instalada no Parque de Guadalupe, em S. Victor, que vai passar a ter as portas abertas.

Há uma nova peça escultórica a adornar o Parque de Guadalupe, em S. Victor. Da autoria do artista Lorenzo Bordonaro, a escultura intitula-se ‘Refúgio’, foi construída à base de aço inutilizado e foi inspirada nos claustros da Sé Catedral de Braga e do Mosteiro de Tibães, convidando ao recolhimento e à meditação e servindo de atractivo turístico a mais um espaço da cidade, que vai passar a estar sempre de portas abertas ao público.
Esta é mais uma das peças de arte que a Zet Gallery e a dst colocam à disposição da comunidade com o objectivo de embelezar e dignificar o espaço pú- blico bracarense, reflectindo os seus próprios valores em torno da cultura e da sustentabilidade.

Nas tréguas que ontem o céu deu ao momento de inauguração da nova escultura que agora pode ser admirada no Parque de Guadalupe, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, apontou a sua “satisfação” ao ver, assim, reafirmado “o compromisso de uma empresa e de uma pessoa com valores que são muito importantes para a nossa sociedade”, disse, enaltecendo José Teixeira e o grupo empresarial dst.
O autarca destacou o facto de a dst ser, ao longo dos últimos anos, em Braga e fora de Braga, “um pivô fundamental da dinamização cultural da promoção de uma comunidade mais sustentável, de interacção com os poderes públicos e com a sociedade em geral na defesa desses valores e as várias iniciativas que a dst tem desenvolvido como a literatura, arte contemporânea - como é o caso desta intervenção em espaço público - são testemunho disso mesmo e deveriam ser mais replicados por muitas outras empresas e por muitas outros cidadãos”, afirmou Ricardo Rio, destacando o facto de o grupo dst já ter realizado várias cedências de peças de arte que adornam o espaço público de Braga.

Considerando o Parque de Guadalupe como um “refúgio” da cidade de Braga, que muitos desconhecem até, o edil indica que a escultura traz a valorização do espaço, tal como era já reclamado há muito pela Junta de Freguesia de S. Victor, mas que a Irmandade de N. Sra. de Guadalupe quer ver preservado. O presidente da Câmara diz que este “equilíbrio” deve ser encontrado no sentido de que “o Parque de Guadalupe seja fruído por muitos mais bracarenses”.
Em concreto, esta escultura instalada agora no Parque de Guadalupe, é resultado do Prémio ‘Arte em Espaço Público & Sustentabilidade’, recentemente lançado pela Zet Gallery e dstgroup, com o apoio do IB-S - Instituto de Ciência e Inovação para a Bio-Sustentabilidade da Universidade do Minho (UMinho) - e que foi atribuído a Lorenzo Bordonaro, respectivamente o autor da peça, concretizada pela mão da ‘Bysteel’. O artista considerou o lugar para colocar a peça como “excepcional” e falou da inspiração que recebeu a partir da cidade de Braga e seu património, definindo a escultura como “um espaço de recolhimento e de meditação - um local para cada um repensar a relação dos seres humanos com a Natureza e o mundo”.
Tiago Miranda, director do IB-S da UMinho apontou para os “valores da sustentabilidade ambiental” para os quais a peça reporta, sendo construída com base em materiais já inutilizáveis.

“Nós fazemos o que fazemos porque temos o dever de responsabilidade social. Nós somos ‘doadores alteristas’ e todas as nossas acções na cidade e no nosso mecenato são no sentido de vermos o resultado que produz esta relação”, sublinhou José Teixeira, CEO da dst, indicando que é essa ‘revolução’ que a dst e a Zet Gallery procuram fazer no seio da comunidade bracarense, agitando águas e ensinando mais pescadores ‘a pescar’ por via do seu próprio pensamento crítico.
António Ponte, director regional de Cultura do Norte, fez questão de marcar presença na inauguração da peça artística ‘Refúgio’ no Parque de Guadalupe, onde destacou o “papel relevante” que a dst tem desempenhado enquanto “mecenas da Cultura e agente que promove a Cultura no seu território e que entende a sua responsabilidade social como responsabilidade cultural como forma de valorizar o seu território e o desenvolvimento da comunidade através da arte e da cultura e da sustentabilidade”. Olhando para a “sustentabilidade cultural” com a salvaguarda dos valores do passado, defendeu criação de novos valores na contemporaneidade para memória futura.

“Mundo deve girar em torno da sustentabilidade”

“O mundo das empresas e do consumo tem que mudar e que girar em torno da sustentabilidade”, defende José Teixeira, CEO da dst, indicando que é esse apelo à ‘mudança de atitude’ individual e empresarial em prol de um mundo mais sustentável que se pretende fazer com a instalação da peça artística ‘Refúgio’ no Parque de Guadalupe.
“É uma obra verdadeiramente espectacular”, afirmou José Teixeira, vendo-a como uma Gaiola de Faraday (experiência de Michael Faraday que demonstrou, em 1936, que há um espaço neutro num campo eléctrico) - e que, na sua perspectiva, impele à espiritualidade e à importância da meditação e do pensamento.

O momento inaugurativo da peça de arte foi aproveitado pelo empresário bracarense para sensibilizar, uma vez mais, para os valores da sustentabilidade.
“Nós devemos, nas nossas posições relativas, dar sinais em como o mundo tem que girar em torno da sustentabilidade, o mundo não tem capacidade de produção para continuar com os níveis de consumo e desperdício actuais. É preciso ‘pescar pescadores’, evangelizar, para este desígnio”, asseverou o empresário bracarense, apontando para a importância de desenhar “novos modelos” para a economia futura em torno da sustentabilidade. “Nós queremos intervir nesta cidade”, disse o responsável, olhando para Braga como uma cidade romana mas com os princípios da Grécia Antiga e, por isso, fez questão de convocar todos à reflexão através da obra estética e artística dispersa em vários espaços da cidade, frisou.

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