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Oferecer sem pedir em troca é a palavra de ordem no Basquetebol do SC Braga
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Oferecer sem pedir em troca é a palavra de ordem no Basquetebol do SC Braga

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Oferecer sem pedir em troca é a palavra de ordem no Basquetebol do SC Braga

Braga

2019-12-09 às 07h00

Redacção Redacção

Secção é dirigida e coordenada em total regime de voluntariado. Rita Viana, Sofia Noivo e Elisabete Dias são três mulheres com vidas activas mas que reservam parte delas em prol do desporto e das reações de camaradagem.

O desporto é a área que reúne mais voluntários em todo o mundo, segundo dados do Comité Olímpico Europeu. Só na Europa são 35 milhões os voluntários que dedicam parte das suas vidas ao desporto e todos os valores que ele encerra, como a prática de estilos de vida saudáveis e a camaradagem.
O Dia Internacional do Voluntariado, consagrado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, assume, por isso, particular importância nesta área onde muitos voluntários doam parte do seu tempo em prol de uma associação, de um clube, de uma colectividade. É o caso da secção de Basquetebol do Sporting Clube de Braga que é dirigida e coordenada em total regime de voluntariado.
Elisabete Dias, responsável pelo eventos de acção social, Rita Viana, responsável pela comunicação e Sofia Noivo, directora são os rostos que melhor definem a palavra voluntariado. Com vidas activas, reservam parte do seu tempo em prol das suas causas. O que as move? As motivações são distintas, mas o método é o mesmo: oferecer sem pedir em troca.
Elisabete, que já passou por várias instituições de solidariedade, entre as quais a ala de neurocirurgia do Hospital de Braga ou a creche da Cruz Vermelha. Confessa que aquilo que a “move e comove” é perceber a diferença que pode ser feita “se todos se unirem para uma causa comum”. E é isso que tenta trazer ao clube: “É verdadeiramente maravilhoso quando escolhemos olhar além de nós, quando escolhemos também incluir e reconhecer o outro, beneficiando-o através do nosso gesto solidário”, disse.
Por seu turno, Rita, uma ex-jogadora que se viu afastada do basquetebol por motivos académicos, hoje rende-se ao clube e à modalidade: “Quando voltei a Braga, resolvi juntar-me à secção para a ajudar a melhorar de alguma forma. O facto de os meus irmãos jogarem, e estarmos ligados ao basquete desde há muitos anos também tem influência, pois faz-me querer divulgar este desporto; e, acima de tudo, o clube, que é um amor que todos temos e que nos une”, confessou.
Já Sofia, há dez anos ligada ao SC Braga, onde começou como treinadora de minibasquete, sente-se atraída pelo desafio e pelo potencial do projecto: “O que me move é o desafio e o potencial. O desporto é assim: um dia somos campeões; no outro não. No entanto, quem acredita no potencial de um projecto que pode efectivamente fazer a diferença... não desiste, mesmo com todas as adversidades”, afirmou.
Um dos grandes desafios do voluntariado passa, muitas vezes, pela necessidade de condicionar a vida pessoal e profissional em função de um compromisso, ou vários. Contudo, as três são unânimes: vale a pena.
A trabalhar em Vila Nova de Gaia e a viver no Porto, Sofia Noivo, bracarense convicta, perde a conta às vezes que cruza as estradas que ligam a Invicta à Cidade dos Arcebispos. Pelo caminho, ficam os gastos assumidos por si a 100%. Assume a responsabilidade que o seu cargo requer, pois “com a quantidade de equipas existentes (quinze), há sempre temas por responder e actividades para acompanhar; além, claro, do contacto constante com diversas pessoas, desde treinadores a seccionistas”. Contudo, assume que ver atletas “tornarem-se homens e mulheres de valores, mais do que excelentes jogadores” e sentir que é possível dar um “contributo positivo na formação dos mais novos”, compensa todas as “maratonas” diárias que condicionam a vida pessoal e profissional.
Mãe de duas crianças, uma delas atleta dos Sub-10 do SC Braga, Elisabete revela que faz “malabarismo entre vida pessoal, vida profissional e acção social”. Enumera os planos adiados, a agenda condicionada e o tempo “roubado” à família. No entanto, prefere ver o outro lado: “a energia e a entrega que os atletas empregam nos treinos e nos jogos, também está presente quando escolhem contribuir e fazer a diferença, disse.
Rita também tem os horários limitados pelo basquetebol. Desde 2017, altura em que assumiu a gestão das redes sociais da secção, perpetuam-se os dias com horas exclusivas à agenda de actividades do clube. “São bastantes”, refere. E nem sempre é fácil. “Às vezes custa sair do trabalho, já tarde, e ter de ligar o pc para trabalhar mais uma horas. São fins de tarde, noites e partes do fim-de-semana. Por vezes custa ter de abdicar de momentos da vida pessoal, mas no fim vale sempre a pena,” justificou.
Apesar dos contratempos que acarreta ter um segundo emprego - não remunerado -, as três guerreiras, que teimam em fazer jus a esse epíteto, olham para o futuro com positivismo.

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